Portugal
Entrar forte, marcar cedo e repetir a receita
2018-01-30 21:40:00
Duas entradas fortes, em ambas as partes, resultaram em dois golos e num triunfo saboroso para o SC Braga contra o Aves.

Entrar forte, pressionante e a atacar constantemente. Marcar golo cedo. Repetir a receita no segundo tempo. Foi este o segredo para o triunfo do SC Braga frente ao Aves, por 2-0, na noite desta terça-feira, na 20.ª jornada da Primeira Liga. A equipa de Abel Ferreira conseguiu marcar ambos os golos nos inícios da primeira e segunda partes e teve o domínio total durante todo o encontro. Como consequência, os minhotos pressionam os três grandes que vão no topo da classificação do campeonato.

Tudo começou à semelhança do que o SC Braga tinha já conseguido fazer na jornada anterior em Portimão. Tal como em terras algarvias, os bracarenses entraram em campo diante do Aves com vertigem ofensiva, sem deixar a defensiva adversária respirar e as duas ocasiões de golo, uma por Paulinho e outra por André Horta (remate ao poste), praticamente seguidas, são prova disso mesmo. O Aves ainda esteve perto do golo, à passagem do minuto seis, salvo quase em cima da linha de golo pela cabeça de Jefferson, mas esse foi o lance de maior perigo criado pelo conjunto de José Mota. Aos 8’, chegou o primeiro golo do encontro, num cabeceamento certeiro de Raúl Silva, ao primeiro poste, em resposta a um pontapé de canto cobrado de forma exímia por André Horta.

O Aves ainda esboçou uma resposta ao golo sofrido, com pressão alta sobre o portador da bola, o que obrigou o SC Braga a ter que jogar de forma direta e, consequentemente, a perder a posse. Ainda assim, os bracarenses não deixaram essa situação perdurar e assumiram, com facilidade, a construção de jogo, com vários lances de perigo no último terço do terreno. O Aves mostrava permeabilidade defensiva e permitia aos minhotos jogarem a seu bel-prazer. Os instantes finais da primeira parte ainda testemunharam um crescimento em campo do Aves, ainda que sem levar perigo à baliza adversária.

A repetição da receita e a perda do ritmo

Nova entrada em campo, a mesma receita. O SC Braga entrou na segunda parte precisamente da mesma forma que começou os primeiros 45’: um ataque demolidor à baliza do Aves. O resultado? Pois bem, igual àquele que aconteceu no primeiro tempo… ou seja, novo golo. Desta feita, por intermédio de Ricardo Esgaio, aos 47 minutos, poucos segundos depois de ter falhado uma oportunidade clara, com um remate de pé esquerdo, na sequência de uma assistência da parte de Marcelo Goiano. Os minhotos continuaram a ter o controlo do jogo e José Mota tentou contra-atacar com as entradas em campo de Tissone e Alexandre Guedes, ambas inconsequentes.

Com o passar dos minutos, o semblante dominante foi o ritmo de jogo a baixar, muito por culpa do pragmatismo de Abel Ferreira, que colocou no relvado uma equipa eficaz no ataque e consistente defensivamente. O último terço do jogo foi pautado por várias perdas de bola, de parte a parte, e com os bracarenses a terem a posse de bola, controlada, sem resposta convincente do Aves. Com este triunfo, o SC Braga aproxima-se do pódio da Primeira Liga e fica a quatro pontos do Sporting. O Aves, por seu turno, cai para a última posição, ainda que à condição, com os mesmos pontos e mais um jogo realizado do que o Vitória de Setúbal.

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