Portugal
Em Braga "vale três pontos" mas é "sempre especial", diz Luís Castro
2019-03-08 14:00:00
Treinador do Vitória de Guimarães na antevisão ao dérbi do Minho

O treinador Luís Castro realçou que o Vitória de Guimarães precisa de se exibir ao "melhor nível" num jogo "sempre especial" com o Sporting de Braga, no sábado, para a 25.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Apesar dos 13 pontos que separam os rivais minhotos - o Braga é terceiro, com 52, e o Vitória sexto, com 39 -, o ‘timoneiro’ vimaranense antecipou um jogo "aberto", com "duas equipas a querer ganhar", em que a concentração dos seus jogadores pode ser decisiva para a obtenção de pontos.

"É um jogo difícil, em que a equipa tem de estar ao melhor nível. Como é padrão dela, tem de defender bem e tem de atacar, não deixando de estar equilibrado. Os jogadores têm de anular os espaços por onde o Braga faz as transições e de procurar os espaços que normalmente aparecem na equipa adversária", realçou, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo agendado para o Estádio Municipal de Braga (18:00).

Além do equilíbrio defensivo e da criação de situações de golo, algo, a seu ver, conseguido na segunda parte do jogo anterior - triunfo por 1-0 sobre o Marítimo -, Luís Castro considerou que os vitorianos precisam de mostrar muita "ambição" para vencer o ‘clássico’ minhoto, um jogo que "vale três pontos", mas é "sempre especial".

"Dizer que não é um contexto especial é fugir à questão. Queremos fazer deste um jogo competente, que mostre toda a nossa ambição no campeonato, na perseguição de um objetivo que vamos procurar alcançar [apuramento para a Liga Europa]. O jogo com o Sporting de Braga claramente vale três pontos na caminhada de sucesso que queremos", disse.

Com apenas um triunfo nos últimos seis jogos como visitante, o Vitória tem estado até agora melhor em casa (24 pontos) do que fora (15). Apesar de ter dito que essa situação acontece "de forma transversal no futebol mundial", o técnico vitoriano assumiu que "gostava de ter mais pontos fora" e realçou que, para o conseguir, a equipa precisa de ter "mentalidade forte".

"Muitas vezes falta-nos um bocadinho estabilizar fora [de casa] para conseguirmos um melhor campeonato, mas estou a sentir que a equipa está outra vez como na primeira volta, quando esteve vários jogos sem perder", antecipou.

O técnico mostrou-se ainda "orgulhoso" com a prestação defensiva da equipa - é a segunda menos batida do campeonato, com 21 golos sofridos, a par do Benfica e atrás do FC Porto (14) - e revelou que vai manter a aposta em Miguel Silva, guarda-redes que foi pela primeira vez titular no campeonato no último jogo, frente ao Marítimo, tendo substituído Douglas.

"Quer o Miguel, quer o Douglas sabiam que, em determinado momento, ia haver troca na baliza. Eu fiz o mesmo no Chaves [2017/18], quando troquei o António Filipe pelo Ricardo. Sempre que tiver jogadores de qualidade à disposição, a minha obrigação é dar-lhes tempo de jogo, pela honestidade que eles têm no dia a dia", explicou.

Confrontado com a ausência do médio Joseph, por lesão, Luís Castro afirmou que o futebol é feito de lesões e castigos, não havendo "quadros ideais", mas, por outro lado, revelou que o médio André André já está disponível, tal como o defesa Pedro Henrique e o médio Wakaso, após castigo.

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