Portugal
Derrota do FC Porto teve menos 4 minutos que Paços-Benfica e Tondela-Sporting
Fernando Gamito
2018-03-12 21:00:00
O Bancada comparou o tempo útil de jogos em que os 3 grandes ficaram a perder desde cedo com equipas de menor dimensão.

O desaire do FC Porto contra o FC Paços de Ferreira (1-0) teve 44 minutos de tempo útil de jogo, menos quatro do que a receção dos pacenses ao Benfica (vitória dos encarnados por 3-1 teve 48 minutos úteis) e que o CD Tondela-Sporting (triunfo leonino por 2-1 contou com 48 minutos de tempo útil). O Bancada verificou todos os momentos em que esses encontros tiveram paragens, seja por lesões, bolas paradas, perdas de tempo, devido às críticas proferidas na sequência dos duelos, que contaram todos eles com cerca de 100 minutos no total. Todas estas partidas têm por base o facto de os três grandes terem ficado em desvantagem no marcador desde cedo contra equipas de menor dimensão.

Após perder por um golo sem resposta na Capital do Móvel, Sérgio Conceição disparou críticas à equipa de arbitragem e aos adversários, principalmente com palavras relativas ao tempo útil de jogo. “Uma coisa que nunca vi. Constantemente jogadores no chão. Simplesmente não se jogou. Gostava de saber o tempo útil deste jogo… 20, 25 minutos? Penso que não houve mais", atirou o técnico azul e branco.

Ainda assim, o timoneiro dos dragões está um tanto ou quanto errado, pois no total foram 44 os minutos nos quais o esférico rolou sem parar, o que corresponde precisamente a uma percentagem de 44,4%. No primeiro tempo, que contou com o golo de Miguel Vieira (34'), foram 23 os minutos úteis de jogo, ao passo que na segunda parte o número ficou-se pelos 21. Nos primeiros 45' as principais paragens foram a assistência médica a Mário Felgueiras (23'), que durou minuto e meio, a cobrança de um livre pelo guarda-redes pacense (29'), que demorou um minuto, e a reposição de bola na sequência do golo. Na segunda parte, Assis esteve a ser assistido durante dois minutos (63'), o penálti cobrado por Brahimi levou também um par de minutos (66') e Mário Felgueiras voltou a estar no relvado em algumas ocasiões. A compensação dada por Bruno Paixão aos 90’ foi de 7 minutos, mas desses apenas se jogaram sem parar três minutos e 57 segundos, com paragens para assistência a Assis, faltas e pontapés de baliza a favor do Paços de Ferreira. Quem esteve mais acertado foi João Henriques, treinador dos castores, que após o triunfo de ontem também focou este tema quente. “No jogo com o Benfica, tivemos 48 minutos de tempo útil. Hoje? 40 minutos de tempo útil. Não foi assim tão diferente”, referiu o técnico dos pacenses e não esteve longe do tempo preciso.

Já que se falou no duelo entre o Paços de Ferreira e o Benfica, de 24 de fevereiro, para a 24.ª jornada da Primeira Liga, é de referir que o encontro teve 48 minutos de tempo útil de jogo. Os pacenses colocaram-se em vantagem aos nove minutos, por intermédio de Luiz Phellype e o primeiro tempo teve 24 minutos úteis, com várias paragens curtas para a cobrança de faltas e lançamentos, sendo que o principal destaque foi na sequência de um desentendimento entre Rúben Dias e Rúben Micael num momento em que foram lançados petardos para o relvado e Fábio Veríssimo interrompeu um jogo durante um minuto e meio. No segundo tempo, a partida conheceu paragens mais longas, com os festejos dos três golos dos encarnados, e presença de petardos no relvado e assistências a Quiñones e Rúben Micael, além da expulsão de Gian. No total, foram também 24 os minutos de jogo útil que a parte teve, contabilizando 48 nos 99 (dois de compensação na primeira e sete na segunda) que o relógio marcou. Dos sete minutos de compensação dos segundos 45’, jogaram-se três minutos e quarenta segundos.

Da Capital do Móvel viajamos até Tondela. A 19 de fevereiro, na 23.ª ronda do principal escalão, o Sporting venceu os beirões por 2-1 com um golo de Coates marcado aos 90+9’. A partida entre leões e tondelenses, que viu Miguel Cardoso inaugurar o marcador aos 13', contou com 48 minutos de tempo útil de jogo no total de 100 que o relógio marcou (um minuto de compensação na primeira parte e nove na segunda). O primeiro tempo teve pouco mais de 23 minutos nos quais a bola rolou sem qualquer paragem e pouco mais de 24 nos segundos 45’. Aos 16’, Bruno Monteiro esteve no relvado lesionado durante quase dois minutos, situação de principal destaque neste capítulo. Na segunda parte, o desentendimento entre Mathieu e Pedro Nuno, que resultou na expulsão do francês (duplo amarelo), tirou cerca de dois minutos e 15 segundos ao tempo de jogo. Bruno Monteiro voltou a estar caído no terreno já na compensação durante mais de dois minutos. De referir que nos quatro minutos concedidos pelo árbitro jogou-se durante dois minutos e 22 segundos. O juiz alargou até aos 99’ e esses cinco minutos após os 94’ tiveram um tempo útil de dois minutos e 54 segundos, pelo que nos nove de descontos a bola rolou sem parar durante cinco minutos e 16 segundos.

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