Portugal
Conceição: "A maior pressão que tive foi ter dificuldade em arranjar comida"
2018-11-21 08:40:00
Sérgio Conceição lembrou uma fase mais difícil da infância para saber sobre a pressão que os treinadores vivem.

Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, esteve ontem presente no World Scouting Congress, como orador, e recordou algumas dificuldades que passou na infância, ao referir ainda que pensa ser positivo o facto de os treinadores sentirem pressão..

"A maior pressão que tive foi quando era miúdo ter alguma dificuldade para arranjar comida. Isso foi a maior pressão da minha vida. A partir do momento em que tenho capacidade para trabalhar e cabeça para pensar, depende tudo de mim. Essa pressão diária que eu meto a mim mesmo e ao meu staff faz-nos bem e eu lido bem com ela. É essa pressão que nos faz estar desconfiados, alerta e ser exigentes connosco e com os outros. É a estrada para se chegar mais facilmente ao sucesso", referiu o técnico dos dragões.

Conceição recordou ainda a conquista do título na temporada passada, chegando mesmo a confidenciar que o viveu de "forma diferente", por considerar que foi um dos mais importantes da história dos dragões. "As vitórias são todas importantes, mas esta vitória do ano passado teve outro sabor. Vivi-a com outra experiência, outra maturidade, um posto diferente e também sentindo o quanto foram importantes as pessoas que, com a sua ajuda conseguiram para a conquista de um título tão importante. Não me canso de o dizer: foi talvez um dos três títulos mais importantes da história do FC Porto e eu senti isso, vivendo de forma diferente dos títulos que ganhei como jogador."

Questionado a abordar como foi o processo de transição de jogador para treinador, Conceição deu conta de uma "grande diferença". "Depois de uma carreira de futebol era muito fácil para mim ficar e estar na minha zona de conforto. Tinha alguma estabilidade financeira, com uma família feliz, mas sempre tive uma forma ambiciosa de ver a vida. A paixão pelo futebol e pelo jogo fez-me começar como adjunto do Standard Liège. Hoje compreendo a dificuldade que os treinadores tinham em lidar comigo enquanto jogador", referiu.

"É preciso muita paixão. A paixão é a base para tudo o que fazemos na vida. Ser treinador de futebol exigiu de mim muito daquilo que o ser jogador exigia. No início da minha carreira não havia tanta informação como existe agora. Eu lembro-me que na minha altura preocupava-me em treinar duas horas e ir para casa. Hoje há uma situação diferente, tenho de lidar com diferentes departamentos onde tudo é feito ao pormenor para que em alta competição estejamos sempre num patamar elevadíssimo para chegar aos resultados", acrescentou ainda Sérgio Conceição.

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