Portugal
Ações de Catão e Boaventura "não podem ser aceites num ambiente de desporto"
2019-03-27 21:35:00
Presidente do Observatório de Segurança exige respostas "desde a primeira hora"

Os incidentes e acusações protagonizados por Vítor Catão e César Boaventura "não podem ser aceites num ambiente de desporto", afirmou o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), António Nunes.

Em entrevista à Renascença, o responsável salientou que, pior do que as ações protagonizadas pelo dirigente do São Pedro da Cova e pelo agente de jogadores, só mesmo o silêncio das autoridades.

"Não sei se compete a Federação Portuguesa de Futebol, Liga de Futebol profissional ou secretaria de Estado do Desporto, mas alguém tem que vir dizer que esses factos não podem ser aceites num ambiente de desporto", frisou.

"E esse alguém tem de vir dizer logo no início do primeiro caso", insistiu o presidente do OSCOT, lamentando que deixar arrastar estes casos "leva a que se façam horas de debate sobre uma situação que estaria respondida desde a primeira hora".

"É um crime é da competência do Ministério Público. Não é crime, é um ato administrativo, tem uma componente de inquérito. Isso é muito importante para as pessoas entenderem que a justiça funciona. As entidades que superintendem em determinada área, em atos como este devem no mínimo repudiar a situação e indicar o caminho que se deve seguir", insistiu António Nunes.

Casos como os protagonizados por Vítor Catão e César Boaventura continuam, porém, sem qualquer resposta das autoridades.

"Quando, por sistema, as entidades que regulam se tentam ausentar de uma evidência, a tendência é para haver um crescendo de situações que não beneficiam nem a paz, nem a tranquilidade pública", alertou.