Portugal
Bonfim a ‘ferro e fogo’ no jogo em que Boavista alcança permanência
2019-05-06 23:45:00
Encontro marcado por três expulsões e invasão de campo

O Boavista venceu hoje o Vitória de Setúbal por 3-0, em jogo da 32.ª jornada da I Liga de futebol, conseguindo alcançar a permanência no escalão principal, após uma partida em que os ânimos estiveram exaltados.

No Bonfim, os sadinos viram três jogadores seus serem expulsos entre os 67 e 73 minutos (José Semedo, Zequinha e Jhonder Cádiz), um adepto invadir o relvado e outros tentarem, sendo impedidos de o fazer pela intervenção da polícia.

Os golos do Boavista só surgiram quando o Vitória já atuava em inferioridade numérica. Yusupha, Perdigão e Gustavo Sauer, aos 70, 90 e 90+12 minutos, respetivamente.

A revolta dos setubalenses para com a arbitragem da equipa chefiada por Fábio Veríssimo chegou a ameaçar a conclusão do jogo, que esteve interrompido cerca de 10 minutos.

A precisar apenas de um empate para assegurar matematicamente a permanência, o Boavista jogou desde o início na expectativa, optando por atuar com bloco coeso e sem arriscar na frente de ataque.

Já o Vitória de Setúbal, a precisar de um triunfo para garantir mais um ano entre a elite do futebol nacional, visou mais vezes a baliza contrária sem, no entanto, conseguir criar oportunidades de golo iminentes.

O melhor lance do primeiro tempo surgiu aos 25 minutos junto da baliza de Bracali. Zequinha, de trivela, lançou Jhonder Cádiz que fugiu a Edu Machado e cruzou para o segundo poste, onde surgiu Nuno Valente a rematar muito perto do poste esquerdo.

Nos primeiros minutos da segunda parte, a toada manteve-se, com o Vitória de Setúbal a assumir por completo as despesas do jogo. Depois de um primeiro aviso de Zequinha, aos 47 minutos, os sadinos quase marcaram, aos 52, quando o mesmo jogador assistiu Jhonder Cádis, que rematou, com o peito, ao lado do alvo.

De forma tímida, o conjunto treinado por Lito Vidigal, que tinha comandado o Vitória até à 18.ª jornada, chegou à baliza de Makaridze num remate cruzado de Yusupha, aos 64 minutos, que saiu ao lado do poste esquerdo.

A expulsão de José Semedo aos 67 minutos, por entrada dura sobre Gustavo Sauer, levou à expulsão do médio. O Boavista, que até aí tinha sido inofensivo, aproveitou a superioridade numérica para inaugurar o marcador, num remate forte e colocado de Yusupha, aos 70 minutos, na sequência de um livre.

O pior ainda veio depois, com Zequinha a ver também o vermelho direto, por protestos, aos 71 minutos, e Jhonder Cádis a somar o segundo amarelo, aos 73. Os jogadores ficaram de cabeça perdida pelas decisões e esse sentimento de desespero passou para os adeptos, sendo que um conseguiu invadir o campo de jogo.

Os incidentes só não foram mais graves porque a polícia susteve os adeptos junto à vedação. O jogo esteve interrompido cerca de 10 minutos e, depois, perante um Vitória a atuar com oito elementos, o Boavista marcou mais dois golos, por Perdigão e Gustavo Sauer, aos 90 e 90+12, respetivamente.

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