Portugal
Boavista aguenta inferioridade numérica em Barcelos e mantém invencibilidade
2019-09-22 17:40:00
Axadrezados jogaram em inferioridade numérica desde os 22 minutos

O Boavista conservou hoje a invencibilidade na I Liga de futebol, ao empatar a zero no terreno do Gil Vicente, num encontro da sexta jornada que jogou reduzido a dez unidades durante quase 80 minutos.

No Estádio Cidade de Barcelos, e apesar da expulsão do médio brasileiro Gustavo Sauer, os ‘axadrezados' somaram o quarto empate, ao qual juntam duas vitórias, para um total de 10 pontos, que implicam a descida provisória ao quinto posto, em igualdade com o Rio Ave.

Já os minhotos, somaram o quinto jogo consecutivo sem ganhar, depois de se estrearem na prova com um triunfo por 2-1 na receção ao FC Porto, mas continuam invictos em casa, com um triunfo e três empates, que conferem o 12.º lugar à condição, com seis pontos.

O desafio arrancou numa toada 'morna', com os pupilos de Vítor Oliveira, que promoveu os regressos de Arthur Henrique e Erick face à derrota diante do Benfica na semana passada (2-0), a assentarem o seu atrevimento ofensivo pelos flancos.

Após uma incursão de Sandro Lima na esquerda, travada pelos reflexos de Rafael Bracali, logo aos dois minutos, os minhotos vincaram o seu ascendente a partir dos 22, quando Gustavo Sauer foi expulso por derrubar Erick, que seguia isolado.

O lance despertou as ambições dos gilistas, cada vez mais instalados no meio-campo ‘axadrezado', e Soares encheu o pé para voo de Bracali, aos 27, cinco minutos antes de Erick fugir pela esquerda e atirar às malhas laterais, numa jogada intercetada por Ricardo Costa.

Lito Vidigal, que tinha lançado Paulinho e Mateus em relação ao empate com o Sporting (1-1), respondeu com a entrada de Carraça e a mudança para três centrais, retirando de campo o avançado angolano, em tarde de reencontro com o Gil Vicente, após o badalado ‘caso Mateus'.

Perante um oponente mais compacto, atuando em função do erro barcelense para sair em contra-ataque, acresceram as dificuldades para o Gil Vicente atingir o último terço.

Kraev só encontrou tempo e espaço de meia distância, num remate controlado por Bracali, aos 40, três minutos depois de os portuenses darem ‘um ar da sua graça’ por intermédio de Fabiano, que arranjou espaço na área para rematar perto do poste.

As bases do encontro permaneceram intactas no segundo tempo, acentuando a superioridade territorial dos gilistas, embora sem um futebol envolvente para abrir brechas na defesa boavisteira.

 Insatisfeito com a pouca acutilância atacante, Vítor Oliveira refrescou os corredores de uma assentada, introduzindo Samuel Lino e Romário Baldé, que arriscou de longe, aos 69 minutos, para depois Sandro Lima rematar à meia-volta, aos 72, obrigando Bracali a defesa apertada.

Já o Boavista, foi declarando intenções através de bolas longas, mas a pouca ligação entre as fases de construção e criação, associada à parca definição no último passe, impediu qualquer remate enquadrado com a baliza de Denis do primeiro ao derradeiro minuto.

Rodrigo ainda cabeceou à figura de Bracali (85 minutos) e Juan Villa cobrou um livre direto a rasar o poste (87), mas o ‘nulo’ arrastou-se até ao final.