Portugal
Avelino Oliveira critica silêncio do FC Porto sobre a escolha de Cláudia Santos
2020-05-05 23:10:00
Porta-voz de lista candidata ao Conselho Superior questiona falta de reação à escolha de "uma inimiga do clube"

O movimento 'Por um Porto Insubmisso, Eclético e Triunfante', candidato ao Conselho Superior do FC Porto, criticou o silêncio dos dragões a propósito de Cláudia Santos, uma "inimiga do clube".

Avelino Oliveira, um dos principais nomes da lista, assumiu o "desagrado" pela falta de "uma posição firme" numa matéria que "prejudica o FC Porto e preocupa os sócios".

Em causa está a escolha de Cláudia Santos como cabeça de lista ao Conselho de Disciplina (CD), na candidatura de Fernando Gomes à Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Em entrevista ao Record, o porta-voz do movimento que concorre ao Conselho Superior do FC Porto classificou a deputada socialista como "uma inimiga do clube".

Mas há um outro silêncio a incomodar o movimento, agora sobre o final antecipado dos campeonatos nas modalidades sem a atribuição de títulos.

"Anularam competições onde nem um milagre dos padres retiraria os títulos", frisou Avelino Oliveira, referindo-se em concreto ao andebol masculino e ao voleibol feminino.

"No próximo mandato, o Conselho Superior não pode ser um verbo de encher. Isso justifica a nossa candidatura e justifica a presença de mais associados a participar na atividade do clube", finalizou o porta-voz da lista.

A escolha de Cláudia Santos, deputada do PS, tem sido criticada por várias personalidades, com Marques Mendes e Miguel Poiares Maduro à cabeça no plano político.

No domingo, Marques Mendes considerou que a escolha de Fernando Gomes é reveladora da "promiscuidade entre futebol e política".

No final de abril, tinha sido Miguel Poiares Maduro, ex-ministro e ex-dirigente da FIFA, a afirmar que "o princípio da separação entre a política e o futebol continua a ser usado apenas quando serve ao futebol".

Já o PS saiu em defesa da deputada depois de uma alegada associação ao Benfica frisando que essas acusações "estão por demonstrar".

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