Portugal
"Abriu a porta a outros e mostrou o que era a formação do Benfica"
2019-06-14 10:20:00
Vieira comenta o não aproveitamento de Bernardo Silva na Luz

Os críticos de Luís Filipe Vieira apontam, na generalidade, o exemplo de Bernardo Silva sempre que o dirigente gaba a formação do Benfica. Na resposta, o dirigente lembra que, à data, o clube tinha de vender.

Em entrevista à Renascença, Vieira apontou os casos de "Bernardo Silva, João Cancelo, Hélder Costa e Ivan Cavaleiro" como exemplos da montra que era "a formação do Benfica".

"Nunca passou pela cabeça formar para vender", garantiu.

"Tínhamos um plantel muito vasto naquela altura e se calhar a estratégia foi, e acho que foi bem pensada, dar a conhecer o que é que produzimos no Seixal, como o Bernardo Silva, João Cancelo, Hélder Costa e Ivan Cavaleiro. Foi uma boa oportunidade de mostrarmos ao mundo do futebol o que era a formação do Benfica. Eles abriram essas portas a outros que se seguiram", sustentou.

Segundo Vieira, foi "a entrada do Rui Vitória" que permitiu uma "mudança do paradigma", passando a ser o próprio Benfica a apostar nos jogadores com selo 'made in Seixal'.

"A ideia é minha, e naquela altura entendi que era ali que parava, e era ali que tínhamos que começar a apostar", frisou o dirigente: "Acho que, felizmente para todos, e felizmente para o Benfica, isto não foi como muita gente dizia, que eu era teimoso".

"As pessoas, às vezes, são muito injustas. Mesmo quando tivemos que vender, a prioridade para o clube desde que eu cheguei foi recuperar a credibilidade. Isso para mim foi o maior titulo que o Benfica recebeu até hoje, a credibilidade. O Benfica tem de vender. Esse é o maior titulo do Benfica neste momento, é o clube em que toda a gente quer trabalhar e que toda a gente quer vender ao Benfica", reforçou o presidente.

Graças à formação, o Benfica tem demonstrado que "é possível ter resultados financeiros e desportivos", mas começa a enfrentar um novo problema: "há posições que não consegue, neste momento, ainda produzir" e outras para as quais começa a ter jogadores em 'excesso'.

Nesse sentido, o dirigente criticou a regra dos empréstimos: "Não podemos proibir os atletas de competir em Portugal. Temos de criar condições para os jovens aparecerem noutros clubes. Os empréstimos são necessários".

"Às vezes, é preciso ter coragem. O caso do Rúben Dias, por exemplo. Na altura, estavamos para comprar um central, alguém disse que não era preciso, porque tínhamos centrais em casa. O Rúben teve oportunidade de ser lançado, não entrou logo, mas quando entrou, acabou. Hoje é titular indiscutível do Benfica, da seleção e é uma referência de centrais na Europa. Não falo só no Benfica, mas noutros clubes também. É preciso deixá-los competir", concluiu Luís Filipe Vieira.

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