Portugal
A história de Pablo que saiu da zona de conforto para ser feliz
2018-12-18 22:25:00
O SC Braga jogou o prolongamento reduzido a dez mas as mexidas de Abel foram certeiras

O SC Braga segue para os quartos de final da Taça de Portugal depois de uma vitória arrancada a ferros no Bonfim diante um Vitória de Setúbal que criou mais oportunidades de golo mas que acabou por pecar na hora da finalização. Uma partida não muito bem jogada, mas intensa, rasgadinha, e com direito a horas extraordinárias para se conhecer o vencedor. Saiu premiado o SC Braga e o treinador Abel Ferreira mexeu bem na equipa a partir do momento em que ficou reduzida a dez e que lançou em campo os dois jogadores que acabariam por estar no golo decisivo: João Novais, que apontou o canto, e Pablo que cabeceou para o fundo da baliza de Cristiano, aos 96 minutos do prolongamento.

Esta foi no fundo a história de Pablo Santos, o defesa central brasileiro que entrou para o prolongamento como uma necessidade de Abel Ferreira recompor a defesa após a expulsão de Raúl Silva mesmo a terminar o tempo regulamentar e que acabou por destroçar a muralha sadina e destruir o sonho vitoriano de continuar na Taça. E, verdade se diga, os bracarenses até podiam ter evitado o prolongamento e resolvido as coisas na parte final de um encontro não bem jogado mas emotivo, com oportunidades de parte a parte, não fora Dyego Sousa, esse mesmo que na véspera Lito Vidigal elogiara como sendo o melhor avançado do campeonato português, desperdiçar um penálti ao rematar à trave perto do minuto 90.

O SC Braga entrou melhor no jogo e nos primeiros quinze minutos criou dois lances perigosos, por Paulinho e Fransérgio. O Vitória FC endireitou-se e através de transições rápidas e a exploração das laterais começou a criar situações de perigo junto à área bracarense. O venezuelano Cádiz começou a destacar-se criando desequilíbrios constantes pelos flancos. Cádiz que ainda antes do intervalo falhou a grande oportunidade do jogo atirando ao lado da baliza de Marafona. O SC Braga tinha mais bola, jogava em ataque organizado mas de forma lenta, mérito do Vitória FC que com uma linha defensiva bem posicionada dificultava as ações dos jogadores mais atacantes do SC Braga.

Na segunda parte, manteve-se o equilíbrio do primeiro tempo, mas o Vitória FC criou aind amais perigo, sobretudo através de lances de bola parada e em transições rápidas para o ataque. Na parte final do jogo, Abel Ferreira decidiu mexer para tentar chegar à vitória e lançou Wilson Eduardo e João Novais para os lugares de Esgaio e Ricardo Horta, referscando as alas. E a verdade é que o SC Braga cresceu e tornou-se mais ameaçador. Wilson Eduardo ameaçou o golo e Dyego Sousa teve nos pés a hipótese de tudo resolver mas falhou um penálti, atirando à trave.
E quando ainda antes dos 90 minutos, Raúl Silva recebeu ordem de expulsão, a esperança do Vitória reacendeu-se passando a jogar com mais uma unidade. Para os bracarenses era o segundo murro no estômago em tão pouco tempo. Valeu Marafona, com uma grande defesa, a evitar o golo a Cádiz, já em período de descontos.

No prolongamento, Abel Silva lançou Pablo para refazer a defesa e foi premiado com um bónus quando o central brasileiro fez o golo que decidiu a eliminatória. O Sc Braga soube agarrar a felicidade e cerrou fileiras até ao final do prolongamento, com a equipa sadina a fazer de tudo para evitar a eliminação. Faltou-lhe a frieza na finalização, porque ainda assim criou oportunidades para marcar, mas também encontrou pela frente um Marafona em noite de inspiração.

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