Visto da Bancada
Vácuo (nº 223)
Sérgio Cavaleiro
2018-02-03 12:30:00
Nem sempre as coisas correm bem em noites de festa

A festa estava preparada e todos os caminhos iam dar ao Marquês de Pombal. Foi tudo uma festa? Nem por isso. Para Vácuo – o nome artístico do Vasco Sampaio - a noite acabou com umas cervejas a mais no bucho, mas com um telemóvel a menos no bolso, depois de um encontro indesejado no metro. O rapper lembrou com o Bancada uma partida que valeu ao Benfica o título de campeão nacional, o primeiro na era-Jorge Jesus, e uma noite que terminou com um assalto.

O Benfica preparava-se para festejar o título de campeão nacional. Para isso precisava apenas de um empate diante do Rio Ave na última jornada de 2009/10, no Estádio da Luz. Mas a equipa orientada por Jorge Jesus não estava para meias festas e decidiu brindar os 60 mil adeptos, que encheram as bancadas da Luz, com uma vitória por 2-1. Dois golos de Óscar Cardozo, para as águias, e um de Ricardo Chaves, para o Rio Ave. Próximo destino? O único possível. Meio de transporte? O Metro.

Nada podia correr mal em noite de festa. O Benfica voltava a sagrar-se campeão nacional e a cerveja escorregava pela garganta como nunca antes. Mas correu. “Estava eu no metro, pronto para a festa quando me deparo com um jovem, à minha frente, com intenções duvidosas. Quando olho para trás vejo mais uns quantos que pareciam conhecer o rapaz que estava à minha frente. Mas pronto…não custou muito, levaram-me só o telemóvel. Ou seja, tudo o que eu tinha”, recorda Vácuo.

A festa continuou e o Vasco só tinha uma coisa a fazer: beber umas cervejas para esquecer.

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