Visto da Bancada
Ricardo Chéu (nº 172)
João Vasco Nunes
2017-12-04 13:30:00
Técnico recorda um clássico entre FC Porto e Benfica que foi decidido nos últimos minutos

Na memória bem fresca de Ricardo Chéu está uma partida que, certamente, terá sido inesquecível para qualquer pessoa que tenha estado naquele dia no Estádio do Dragão. Pelo bem e pelo mal. Falamos do célebre golo de Kelvin, aos 90’+2, no clássico frente ao Benfica, que praticamente decidiu o título de 2012/13.

Um momento que lançou a festa nas hostes portistas, mas que também deixou os benfiquistas presentes desiludidos, tal como o técnico Jorge Jesus, que caiu de joelhos no relvado após o desfecho do lance, num dos momentos mais marcantes da história do futebol português. “Foi um momento que acabou por mudar uma fase negativa de uma equipa”, recorda ao Bancada o técnico, de 36 anos.

Aproveitando o facto de termos o testemunho de um treinador com experiência de Primeira Liga, questionámos Chéu sobre o momento de Kelvin. Para quem estava na bancada, foi algo que já se adivinhava? “Quando estou a assistir aos jogos como adepto não consigo deixar de olhar como treinador. Sinceramente, pelas substituições, o Benfica pôs-se a jeito. Não diria que o golo surgisse no último minuto, mas estava a prever-se que aquilo ia acontecer”, admite.

“Nós, treinadores, passamos sempre mensagens aos jogadores com as substituições. Foi um jogo em que uma das equipas esteve a defender o resultado e no fim sofreu mesmo o golo”, relembra Ricardo Chéu o antigo técnico de FC Penafiel, Académico de Viseu e SC Freamunde.

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