Visto da Bancada
Pedro Couceiro (Nº 274)
Diogo Cardoso Oliveira
2018-04-23 12:45:00
Um jogo que mostra que há coisas acima da bola.

O piloto Pedro Couceiro é um homem dos carros, mas não diz que não ao futebol. Aliás, nós pedimos uma história e ele contou-nos três. Uma delas era bom que nunca tivesse acontecido. Mas já lá vamos.

Pedro Couceiro diz, ao Bancada, que esteve no célebre 7-1, ainda no antigo José Alvalade e acrescenta: “Depois, fui ver os últimos jogos em Alvalade daquela equipa do César Prates, que eu adorava”. Apesar daqueles bons momentos no velhinho Alvalade, o conhecido piloto português, de 48 anos, não tem dúvidas de que jogo mais o marcou e até avisa: “Não é o jogo mais simpático para relembrar, mas marcou-me”.

“O jogo que mais me marcou foi a final da Taça de Portugal, no Jamor, entre Benfica e Sporting. Para minha tristeza, ganhou o Benfica, por 3-1, mas o resultado ficou para segundo plano, por causa do episódio do very light. Marcou-me”, recorda.

Couceiro explica que a morte daquele adepto leonino, na tarde de 18 de maio de 1996, foi um episódio triste e estragou a essência da Taça. “A Taça é a festa do futebol e era um dérbi. E, para qualquer sportinguista, é o grande clássico”, diz, antes de recordar: “Fui para a bancada central com o José Couceiro, meu primo. Fomos de mota. Este jogo marcou-me também porque o golo do Sporting foi marcado pelo agora meu amigo Carlos Xavier”.

“É daqueles dias que nunca mais nos esquecemos na vida. Faz-nos pensar no que é, de facto, o futebol”.

Para os mais saudosistas, ficam os onzes desta partida, escolhidos por Mário Wilson e Octávio Machado, num jogo em que Airez e João Pinto (x2) marcaram para o Benfica e Carlos Xavier para o Sporting.

Benfica: Preud’Homme, Dimas, Ricardo Gomes, Hélder, Kenedy, Paulo Bento, Bruno Caires, Valdo, Calado, João Pinto e Mauro Airez.

Sporting: Costinha, Nélson, Luís Miguel, Naybet, Marco Aurélio, Pedro Martins, Vidigal, Peixe, Afonso Martins, Sá Pinto e Iordanov.

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