Visto da Bancada
Jorge Paixão (N.º 267)
Fernando Gamito
2018-04-03 12:10:00

19 de maio de 1974. Estádio Dom Manuel de Mello, agora extinto. 30.ª jornada do Campeonato Nacional. Do lado visitado o Barreirense, como visitante o Sporting. O duelo entre ambas estas equipas, que culminou com a conquista do título português por parte do conjunto leonino, após um triunfo por 3-0, foi o encontro que mais marcou o treinador Jorge Paixão, que já passou por SC Braga, Olhanense, Farense, CD Mafra...

“Eu tinha nove anos e foi um jogo a contar para a primeira divisão, no qual o Sporting se sagrou campeão. Esse jogo marcou-me porque eu não tenho amor clubístico, não torço por qualquer clube em especial, aliás sou assim desde novo, mas na altura fiquei um pouco a cair pelo Sporting”, começou por recordar ao Bancada o técnico de 51 anos.

Num encontro que contou com golos de Baltasar, Nélson Fernandes e Héctor Yazalde, foi mesmo o goleador argentino, principal artilheiro do campeonato da época 1973/74, a ficar na memória de Jorge Paixão. "Há uma jogada em que o Yazalde chega ao limite da linha de fundo, na zona onde eu estava, e quando caiu veio contra mim e depois até me deu um toque na cabeça como que a pedir desculpa. Para mim foi um momento marcante, porque ainda era muito novo e quem estava ali era o Yazalde, um ídolo, num jogo decisivo ali tão perto.”

Numa partida decisiva para o título, visto o Sporting partir para a última ronda com a possibilidade de ser campeão, com o Benfica em perseguição, Jorge Paixão lembrou um costume nos estádios antigamente, que não sucede nos dias que correm. “Naqueles anos, quando eram jogos destes que decidiam um título, normalmente as bancadas enchiam e como os estádios ficavam cheios, os adeptos chegavam a estar inclusive junto às linhas laterais e de fundo.”

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