Visto da Bancada
Jorge Amaral (nº 224)
António José Oliveira
2018-02-04 12:30:00
Antigo guarda-redes representou FC Porto, Vitória de Setúbal e Marítimo, entre outros clubes

A célebre final da Liga dos Campeões de Viena, disputada a 27 de maio de 1987, que o FC Porto conquistou perante o poderoso Bayern ficou para sempre na memória de Jorge Amaral, antiga guarda-redes do FC Porto, que representou também o Vitória de Setúbal e o Marítimo, entre outros clubes. Amaral, que fazia parte do plantel juntamente com Mlynarczyk e Zé Beto, viveu o jogo duplamente, como elemento integrante do grupo de trabalho e na qualidade de adepto. "É verdade. Foi um jogo inesquecível que vivi duplamente, como jogador e enquanto adepto", afirma ao Bancada, lembrando o ambiente que rodeava a final. "Cerca de 75 por cento do público era composto por alemães e, até pelas vicissitudes do próprio jogo, dado que o FC Porto esteve a perder, acabou por ser uma vitória épica."

É neste contexto que Jorge Amaral lembra o nível evidenciado pelos dragões no segundo tempo. "Foi uma segunda parte de sonho. que não me lembro de nenhuma equipa fazer. Uma segunda parte de qualidade, de entrega, com tudo o que se pretende de uma equipa de futebol. Estar a perder por 1-0 e conseguir dar a volta frente a uma equipa tão poderosa como o Bayern não é para todos."

Dessa equipa, Jorge Amaral recorda o talento especial de Futre e Madjer, embora sublinhe a qualidade individual e coletiva de todo o plantel. "Era uma grande equipa, com jogadores de seleção, todos internacionais, mas Futre e Madjer eram o expoente máximo. Faziam o que se lhes pedia e tinham aquela magia que fazia a diferença."

Numa final épica, o FC Porto começou a perder mediante um golo de Kogl apontado logo aos 24 minutos de jogo. Foi preciso esperar até ao minuto 77 para Madjer espalhar a tal magia de que Jorge Amaral fala. De calcanhar, o internacional argelino igualou a final para desepero de Jean-Marie Pfaff. Mais dois minutos e o Estádio Prater virou azul e branco quando Juary deu a volta ao resultado e conduziu o FC Porto ao primeiro e histórico título de campeão europeu.

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