Visto da Bancada
António Barbosa (nº 277)
António José Oliveira
2018-04-29 12:30:00
Treinador do Vilaverdense não esquece a defesa sem luvas de Ricardo nos penáltis do Portugal-Inglaterra de 2004

Ricardo tira as luvas e dirige-se para a baliza. Darius Vassel vai marcar o quinto penálti para a Inglaterra após o empate a duas bolas no final dos 120 minutos dos quartos-de-final do Campeonato da Europa disputado em Portugal e já depois de David Beckham e Rui Costa terem falhado os respetivos castigos máximos. O jogador britânico remata e o guarda-redes português, sem luvas, defende perante um Estádio da Luz repleto e uma nação colada à televisão. Se a Seleção Nacional marcar o próximo pontapé de penálti vence por 6-5 e segue rumo às meias-finais. Quem vai marcar? Ricardo! O número 1 nacional não vacila e atira a contar perante o desespero de David James. E Portugal segue o caminho ansiado até à final.

António Barbosa, treinador do Vilaverdense, uma das equipas sensações da Taça de Portugal, que depois de eliminar o Boavista só caiu aos pés do Sporting, não esquece o momento mágico de Ricardo, elegendo o Portugal-Inglaterra do Campeonato da Europa de 2004, como o jogo de uma vida enquanto adepto. "Foi um daqueles jogos que não se esquecem", afirmou ao Bancada, lembrando a importância que esta vitória teve na altura até para o próprio ego do povo português. "Acentuou o orgulho pela Seleção e o sentimento de um povo em torno de uma equipa." 

"Lembro-me que fui de Braga até ao Porto e estava toda a gente a festejar. Pelas ruas, pela estrada, via-se a emoção das pessoas face ao feito da Seleção Nacional. Foi um momcento muito bonito", acrescentou o técnico que conduziu o Vilaverdense ao "play-off"da fase de subida do Campeonato de Portugal, com os quartos-de-final agendados para 6 e 13 de maio, frente ao Mafra.

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