Liga 18/19
Época irregular tira Rio Ave da rota europeia
2019-05-20 15:00:00
Formação de Vila do Conde com campeonato longe da tormenta, apesar da troca de treinador

O Rio Ave terminou em sétimo a edição 2018/2019 da I Liga portuguesa de futebol, depois de uma época irregular, em que o objetivo de repetir uma presença nas competições europeias acabou por não ser atingido.

A formação vilacondense oscilou entre períodos de grande fulgor, onde chegou a atingir metas históricas no clube, e outros de menor rendimento, nomeadamente um ciclo de 10 jogos sem vencer no seu estádio, que deitaram por terra as ambições europeias.

Essa dualidade teve uma relação direta com a troca de treinador, a meio da temporada, com a saída do José Gomes e a entrada de Daniel Ramos, que só conseguiu encontrar a fórmula de sucesso na fase final da temporada.

Depois de na época passada ter terminado o campeonato no quinto lugar, sob o comando de Miguel Cardoso, a preparação da presente temporada foi entregue a José Gomes, técnico que 47 anos, que teve de reestruturar o plantel, depois da saída de elementos importantes como Marcelo, Guedes ou Pelé.

Apesar de um afastamento prematuro das eliminatórias de acesso à fase de grupo de Liga Europa, perante os polacos do Jagiellonia Bialystok, o novo treinador acabou por ter os processos rotinados para o arranque do campeonato, num plantel com um reforço de peso: Fábio Coentrão, que regressou ‘a casa’, depois de várias épocas no Real de Madrid.

Mesmo com um deslize inicial com o Feirense, a equipa partiu para uma série de oito jogos sem conhecer o sabor da derrota, naquele que foi o melhor arranque do campeonato na história do Rio Ave na I Liga, catapultando a equipa para os lugares cimeiros da classificação.

O arranque de sucesso, acabou, no entanto, por sofrer um abrandamento brusco quando José Gomes decidiu abandonar o projeto, em dezembro, para assumir um novo desafio ao serviço do Reading, de Inglaterra.

Forçados a encontrar, e em pouco tempo, um novo timoneiro, os responsáveis vilacondenses ainda tiveram num técnico ‘da casa’, Augusto Gama, uma solução interina, até que, nos primeiros dias de 2019, apresentaram Daniel Ramos como novo treinador.

O técnico, natural de Vila do Conde, até tinha começado a temporada no Desportivo de Chaves, de onde saiu à nona jornada, e encontrou um plantel enfraquecido com as saídas, no mercado de inverno, do avançado Carlos Vinicus, até então melhor marcador da equipa com 14 golos em 20 jogos, e do médio João Schmidt, um dos indiscutíveis no meio-campo.

Ramos teve dificuldades em recalibrar a equipa, que também afetada por uma vaga de lesões, não dava sinais de recuperar o fôlego inicial, tendo conseguido apenas três vitórias nos primeiros 12 jogos do novo técnico, e atravessando uma ‘seca’ de triunfos caseiros que durou dez jogos consecutivo.

Esse ciclo negativo nos Arcos teve um final já na jornada 29, num importante triunfo frente ao Vitória de Guimarães, que relançou o ânimo da equipa para os derradeiros jogos do campeonato, nos quais conseguiu quatro vitórias, um empate, frente ao FC Porto, que travou as ambições dos ‘dragões’ ao título, e uma derrota, frente ao campeão Benfica.

Essa recuperação final ainda chegou a colocar a qualificação para a Liga Europa no horizonte do Rio Ave, mas as oscilações da restante época acabaram por ter um preço demasiado alto para as ambições dos vila-condenses, colocando em dúvida a continuidade do treinador Daniel Ramos, que termina este mês o contrato.

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