Liga 18/19
‘Chicotada’ volta a render um título duas décadas depois
2019-05-20 22:30:00
Em 1999/00, quando Inácio rendeu Materazzi no Sporting, a mudança de técnico produziu o melhor efeito

Bruno Lage tornou-se no segundo treinador do Benfica a alcançar o título de campeão após uma ‘chicotada psicológica’ e o sexto no futebol nacional, sucedendo a Augusto Inácio, que conquistou o cetro pelo Sporting em 2000.

Com o triunfo na receção ao Santa Clara, por 4-1, os ‘encarnados’ confirmaram a conquista do 37.º título de campeão, depois de iniciarem a época sob o comando de Rui Vitória.

O técnico ribatejano, bicampeão pelas ‘águias’ em 2015/16 e 2016/17, não aguentou a sequência de maus resultados e foi rendido por Bruno Lage no início de janeiro. A mudança surtiu efeitos e, além de ter recuperado sete pontos de desvantagem para o FC Porto, o Benfica venceu um campeonato que parecia irremediavelmente perdido no arranque do ano civil.

Nas 15 ocasiões em mudou de treinador a meio de uma época, esta foi apenas a segunda em que o clube da Luz conseguiu chegar ao título, sendo que a primeira ocorreu na década de 1960.

Em 1967/68, o chileno Fernando Riera foi demitido pelo então presidente Adolfo Vieira de Brito, sendo rendido por Fernando Cabrita. Por seu lado, o português daria lugar a Otto Glória, que, na sua segunda passagem pela Luz, levaria a equipa ao título nacional.

Já em termos gerais, Bruno Lage é o sexto treinador a sagrar-se campeão nacional na sequência de uma ‘chicotada psicológica’, algo que não sucedia desde 1999/00, quando Augusto Inácio rendeu o italiano Giuseppe Materazzi no comando do Sporting e conduziu os ‘verde e brancos' a um título que lhes escapava há 18 anos.

Essa foi a terceira vez que os ‘leões’ arrecadaram o título máximo do futebol nacional nestas condições, depois de o terem alcançado em 1961/62 e 1979/80. Na primeira, Otto Glória arrancou a temporada, mas foi Juca quem conquistou o título, enquanto em 1979/80 Fernando Mendes substituiu Rodrigues Dias e guiou a equipa de Alvalade à conquista da prova.

Contudo, o primeiro clube a capitalizar uma troca de treinador a meio da temporada foi o FC Porto, em 1957/58, depois de o húngaro Béla Guttman ter substituído o brasileiro Otto Bumbel.

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