Grande Futebol
Pavard: do anonimato ao estrelato, com a medalha de campeão do mundo no bolso
2018-07-19 19:30:00
Pavard chegou ao Mundial com o estatuto de ser muito provavelmente o jogador menos conhecido da seleção francesa.

Quem andou desatento certamente que ficou surpreendido quando olhou para o onze da seleção francesa no Mundial e viu um miúdo praticamente desconhecido a jogar. O nome desse jovem de 22 anos é Benjamin Pavard, jogador do VfB Estugarda que pode muito bem estar a caminho do Bayern Munique, de acordo com informações avançadas pela imprensa alemã. A história que levou Pavard do anonimato para o estrelato, com a medalha de campeão do mundo no bolso e um dos melhores golos da competição também, começou quando decidiu deixar para trás o país de origem e arriscar em ir para a Alemanha.

No final da temporada 2015/16, Pavard viu-se a contas com uma escolha que teria implicações certas para o futuro da carreira. Em duas épocas, o jovem defesa tinha apenas somado 25 encontros pelo Lille OSC, clube no qual foi formado. Pavard teve então que tomar uma decisão que, à primeira vista pareceu claramente um passo atrás. Em vez de permanecer ao serviço do clube que o lançou para o futebol, no qual não tinha estatuto de titular, saiu do conforto do país de origem e rumou ao Estugarda, histórico germânico que tinha acabado de cair para o segundo escalão alemão pela primeira vez em 41 anos. Sair da Liga Francesa e ir jogar para a segunda liga alemã pode aparentar não ser um rumo positivo para a carreira… mas, Pavard conseguiu provar exatamente o contrário.

“Muitas pessoas disseram que a minha carreira iria regredir porque o Estugarda estava na segunda divisão quando eu fui para lá, mas acabou por resultar perfeitamente bem”, considerou o jogador recentemente numa entrevista ao portal ‘goal.com’. “Eu dei grandes passos enquanto jogador. Estou a jogar regularmente, por um clube de topo do futebol alemão, em frente a um estádio cheio. Tudo está a correr bem”, deu ainda conta Pavard. Na primeira temporada no clube germânico, Pavard desempenhou um papel fundamental no rápido regresso do Estugarda ao principal escalão. A versatilidade que demonstra nas quatro linhas fizeram-no ser opção em 21 partidas para o campeonato, fosse a lateral direito, central e até médio defensivo.

A ida de Tayfun Korkut para o comando técnico do Estugarda, em janeiro deste ano, foi em muito benéfica para Pavard, que se assumiu como central indiscutível na equipa e foi precisamente a jogar nessa posição que realizou o resto da temporada. No Mundial, sabe-se que o selecionador francês, Didier Deschamps, optou por colocá-lo no lado direito da defesa, tendo também colocado na esquerda um jogador que tanto pode atuar como central ou lateral, ou seja, Lucas Hernández. Pavard foi igualmente apenas um de quatro jogadores que na época passada não perderam qualquer minuto de ação dentro de campo na Bundesliga.

Em novembro de 2017, Deschamps surpreendeu meio mundo do futebol quando chamou Pavard pela primeira vez à seleção francesa, para um jogo particular frente ao País de Gales. “Obviamente que estou muito feliz e vou assegurar-me de que vou retribuir ao treinador pela fé que mostrou em mim. Lateral direito, central, lateral esquerdo - é tudo igual para mim. Tens que conseguir defender. Estou feliz em todas as posições”, referiu o jogador no momento em que se preparou para somar a primeira internacionalização. Agora, são já 12 as partidas que soma pela França e metade delas ocorreram neste Mundial, todas elas como titular.

O momento que mais marcou Pavard no Mundial foi o golaço que marcou diante da Argentina, nos oitavos de final, com um remate potente de fora da área. Merece ser assinalado que desde 1998 que um defesa francês não fazia balançar as redes adversárias num Campeonato do Mundo. O último a consegui-lo foi Lilian Thuram e é precisamente com o ex-internacional gaulês que Pavard tem vindo a ser comparado pela imprensa do país, com base na polivalência de ambos. “Assinava já um papel que me desse uma carreira como a do Thuram”, já chegou a referir, ao ‘L’Équipe’, Pavard, que recebeu elogios da parte de Thuram. “[Pavard] Jogou com o meu filho [Marcus Thuram] no Europeu de sub-19 de 2015 e assisti a todos os jogos. Desde esse momento que vi que era um jogador de futuro. Defensivamente é muito bom”, considerou o antigo defesa.

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