Grande Futebol
O enigma da valorização de Cillessen explica-se com a matemática
2019-05-22 12:25:00
Guardião holandês deverá reforçar o Benfica, depois de se valorizar... quase sempre no banco de suplentes

O jornal A Marca faz uma análise aos números do guarda-redes Cillessen (que poderá tornar-se reforço do Benfica, nos próximos dias) e apresenta uma estatística impressionante: nas últimas duas décadas na baliza dos blaugrana, só um guardião conseguiu uma média mais baixa de golos sofridos por jogo.

Relegado para o banco de suplentes por ‘culpa’ de Ter Stegen, Jasper Cillessen fez, desde 2016, ano em que chegou ao emblema da Catalunha, 31 partidas. Nessas, sofreu apenas 23 golos, o que representa uma média de 0,74 golos por jogo.

Apenas Bravo, que vestiu a camisola blaugrana entre 2014 e 2016, alcançou números melhores: 44 golos sofridos, nas 75 partidas realizadas, o que perfaz uma média de 0,58 golos por jogo.

E o atual titular Ter Stegen? O homem que senta o holandês no banco não evitou 172 golos nos 190 encontros realizados no clube catalão, desde 2014, com uma média de 0,90.

Valdés, o guardião com mais jogos no FC Barcelona nas duas últimas décadas (536), encixou 0,82 golos por encontro, média pior do que a de Cillessen. Pinto apresenta uma estatística muito semelhante (0,83), sendo que todos os outros guarda-redes sofreram, em média e durante aquele período, mais do que um golo por encontro.

O ‘eterno’ suplente de Ter Stegen vai jogar no sábado, na final da Taça do Rei, a competição que o técnico Ernesto Valverde lhe confiou. Diante do Valência, deverá fazer o derradeiro encontro com a camisola do FC Barcelona, rumando à Luz, se os rumores se confirmarem.

O holandês de 30 anos já revelou que pretende sair, para jogar mais. E de acordo com a imprensa espanhola revelou que quer assinar pelo Benfica. O jornal Record adianta na edição desta quarta-feira que o negócio está prestes a concretizar-se.

E os encarnados terão de abrir os cordões à bolsa: Cillessen é um raro caso de um jogador que se valorizou no banco de suplentes. Mas a matemática decifra este enigma.