Grande Futebol
Mexidas de Abel no jogo foram decisivas para a vitória do SC Braga perante o AIK
2017-08-04 00:30:00
Entradas de Xadas e Vukcevic foram fulcrais para a vitória do SC Braga perante o AIK

Foi preciso esperar até ao último momento da partida mas o SC Braga garantiu o apuramento para o play-off de qualificação para a fase de grupos da Liga Europa. Raúl Silva voltou a ser decisivo, tal como já o fora na Suécia e, até, durante toda a pré-temporada do clube bracarense. O Sporting Braga precisou de mais de cento e vinte minutos para se tornar cabeça de série no sorteio de amanhã mas a ideia que ficou, a partir da segunda metade da partida, foi que a vitória do conjunto português era uma inevitabilidade e uma questão temporal. Mas não foi sempre assim no Municipal de Braga. 

A entrada imperial e personalizada do AIK, em campo, surpreendeu e embateu de frente com o que se conhecia da equipa ao longo de quase meio campeonato sueco. Uma equipa que, habitualmente, abdica da posse de bola e explora os lançamentos longos da defesa para o ataque, queimando linhas pelo passe e não pelo transporte. O Braga terá sido surpreendido pois toda a primeira parte é de dominio sueco. O conjunto de Abel Silva, perante a inferioridade numérica que tinha no miolo do terreno, raramente ligou os seus setores e conseguiu construir jogo de forma organizada. A primeira parte da partida, com o AIK já em vantagem, terminou com o Braga em desespero ofensivo, abdicando do seu habitual ADN de construção organizada e lançando a bola diretamente da defesa para o ataque. Uma luta que dificilmente venceriam perante um AIK naturalmente mais impiedoso fisicamente e dificilmente desorganizável nesses moldes. Abel percebeu-o, mexeu as peças do tabuleiro e a partir do banco venceu o jogo.  

A entrada de Xadas logo no início da segunda parte da partida mudou o jogo. O jovem português substituiu Pedro Santos mas foi a reorganização dos jogadores em campo, por parte do Sporting Braga, que permitiu ao conjunto de Abel Silva ter maior controlo de jogo. O bloco do Braga surgiu mais subido em campo, com maior presença em terrenos interiores e equilibrou o jogo. Xadas, particularmente, ao explorar terrenos mais interiores equilibrou a presença central do Braga que fora, até então, uma dos problemas da equipa. A entrada de Vukcevic, em detrimento de Danilo, ofereceu ainda outra dinâmica e agressividade ao futebol bracarense – Danilo e Fransérgio voltaram ser macios, pouco dinâmicos no corredor central e a estar longe da amplitude de cobertura de terreno que habituaram os adeptos em Portugal.  

O AIK já entrara na segunda parte disposto a defender e a ceder a iniciativa da partida ao Braga mas a pressão e intensidade imprimidas pela equipa de Abel empurraram o conjunto sueco ainda mais para perto do seu último terço defensivo. O golo do empate surgiu já perto dos dez minutos finais mas sempre que o Braga acelerou e imprimiu maior agressividade, quer no momento defensivo quer, especialmente, no momento ofensivo, foi perigoso. Ficou a ideia que, com maior audácia e atrevimento, o conjunto de Braga teria evitado o prolongamento. Desde o final da primeira parte que o AIK não saiu do seu meio campo e só muito pontualmente o fez durante a etapa complementar.  

Se o conjunto de Norling tem um andamento bem diferente daquele do Sporting Braga nesta fase da temporada, não fez por mostrá-lo. Um conjunto que, ao longo da liga sueca, apenas sofreu um golo de bola parada em 17 jogos frente ao Sporting Braga acabou a eliminatória com um golo oriundo de esquemas táticos sofrido em cada uma das mãos. O Braga contornou um ponto forte do adversário e foi feliz. Abel mexeu, movimentou as peças do seu xadrez e foi feliz. 

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