Grande Futebol
Everton e o investimento milionário no pior arranque me dez anos
2017-09-19 11:00:00
O Everton gastou 160 milhões de euros na construção do plantel mas soma apenas quatro pontos em cinco jornadas

Apoiado pelo acionista maioritário Farhad Moshiri, o Everton embarcou no maior investimento na equipa de futebol da história do clube e que, no entanto, está a ter o pior arranque na Premier League dos últimos dez anos. Ronald Koeman não está satisfeito com o desempenho da equipa, mas pede mais tempo para os novos jogadores se adapaterem

As coisas nem correram mal nas duas primeiras jornadas da Premier League. A equipa orientada por Ronald Koeman bateu em casa a equipa do Stoke City por 1-0 e conseguiu, na segunda jornada, arrancar um empate em casa de um dos principais candidatos ao título de campeão inglês, 1-1 no terreno do Manchester City.

Daí para cá a equipa que gastou cerca de 160 milhões de euros no reforço do plantel no último defeso começou uma descida ao inferno. O Everton somou quatro derrotas em outros tantos jogos: Chelsea (2-0), Tottenham (3-0) e Manchester United (4-0) para a Premier League e Atalanta (3-0) para a Liga Europa. 12 golos sofridos e nenhum marcado. Números que assustam.

Depois da derrota caseira diante do Tottenham por 3-0 à passagem da quarta jornada, Ronald Koeman admitiu que a “equipa estava muito longe daquilo que era necessário mostrar” e foi mais longe ao afirmar que “grande parte dos jogadores não têm estado ao nível no que é esperado deles.”

O desagrado dos adeptos foi audível no final do encontro frente à Atalanta onde o Everton acabaria por perder por 3-0, e foi Koeman o primeiro a perceber o protesto dos adeptos ingleses que se deslocaram a Itália para apoiar a equipa da cidade dos Beatles, afirmando que “não tinha visto a equipa do Everton em campo, mas sim onze jogadores”.

É preciso recuar dez anos para encontrar um arranque de campeonato pior na equipa do Everton e a situação agrava-se se considerado o avultado investimento feito este ano na construção do plantel. O clube gastou 160 milhões de euros naquele que foi o maior investimento da história do clube em jogadores.

Esta capacidade de investimento começou a explicar-se em fevereiro de 2016 quando o iraniano Farhad Moshiri entrou no Everton ao adquirir 49,9 por cento do clube de Liverpool já depois de ter vendido a sua participação…no Arsenal. Esfregaram as mãos de contente os “evertonianos” ao verem os milhões disponíveis para reforçar o plantel.

Pese embora a saída de Romelu Lukaku para o Manachester United, a verdade é que em troca, o Everton recebeu Wayne Rooney. Foi ainda buscar Gylfi Sigurdsson ao Swansea City por 50 milhões de euros e pagou ao Burnley mais 28,5 milhões de euros por Michael Keane, um dos melhores centrais da anterior edição da Premier League.

Da Holanda chegou o ex-Ajax Davy Klaassen que terá custado cerca de 27 milhões de euros e para a baliza o Everton contratou o guarda-redes inglês mais caro da história: Jordan Pickford mudou-se do Sunderland em troca de 28,5 milhões de euros. A estes juntam-se Sandro (ex-Málaga CF, seis milhões de euros), Oneykuru (ex-Eupen, oito milhões) e Vlasic (ex-Hadjuk, 10,8 milhões).

Um dos aspetos encontrados por Ronald Koeman para explicar o mau momento da equipa é a falta de rotina evidenciada pelos seus jogadores. O treinador holandês, reclamou tempo para que os jogadores se possam adaptar: “Temos alguns jogadores novos que ainda estão à procura de se adaptarem. São jovens ainda. Mas isto são desculpas e eu não gosto desta situação”, atirou o antigo treinador do Southampton FC.

Se é de tempo que Koemam necessita avizinham-se tempos difíceis para a equipa da cidade dos Beatles, isto porque o Everton tem quatro partidas agendadas para os próximos 12 dias até nova paragem para os compromissos internacionais e o tempo para trabalhar rotinas sem a pressão dos resultados escasseia.

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