Grande Futebol
Euro'2020. Portugal complicou, mas 'decidiu' apuramento ao terceiro jogo
Mauro
2019-11-17 16:20:00
Vitória por 2-0 no Luxemburgo

A seleção portuguesa de futebol segurou hoje o pleno de apuramentos para grandes competições que ostenta desde 2000, com um triunfo no Luxemburgo, ponto final de qualificação para o Euro2020 que complicou, mas decidiu, praticamente, ao terceiro jogo.

Campeão em título, após o ‘heroico’ triunfo de 2016, o conjunto comandado por Fernando Santos arrancou com dois empates caseiros, face aos dois adversários diretos (Ucrânia e Sérvia), como que a ‘querer’ dificultar o que parecia fácil, muito fácil, também porque partiu defendido, se necessário, por um ‘play-off’.

Tão má entrada ligou, porém, todos os alarmes, só que, já depois da vitória na primeira edição da Liga das Nações, a fechar 2018/19, Portugal ‘voltou’ no momento em que não podia falhar, como uma vitória que se revelou determinante na Sérvia, por 4-2.

Depois de três jogos, a formação das ‘quinas’ ficou com a qualificação na mão, mas sem qualquer margem de erro na luta pelo primeiro posto, e as suas vantagens teóricas para o sorteio da fase final, face à regularidade que os ucranianos foram exibindo.

Portugal ganhou mais dois jogos ‘obrigatórios’ (5-1 na Lituânia e 3-0 ao Luxemburgo), mas, face aos ‘tropeções’ iniciais, ficou obrigado a ganhar em Kiev, onde falhou rotundamente, perdendo por 2-1 um jogo que só equilibrou na parte final, quando a Ucrânia ficou reduzida a 10 unidades.

Com este desaire, passou a ser proibido perder qualquer ponto, algo que não se pode considerar que tenho sido sequer um desafio, tal a fragilidade de Lituânia ou Luxemburgo, seleções capacidade sequer para incomodar a formação das ‘quinas’.

Assim, sem ser brilhante, o que nunca preocupou Fernando Santos, Portugal selou mais um apuramento, novamente marcado também pelos golos de Cristiano Ronaldo, num total de 11, depois de ficar em ‘branco’ nos dois encontros iniciais.

O ‘artista’ Bernardo Silva, o jogador mais excitante da seleção lusa, liderou no campo das assistências, com cinco, enquanto o guarda-redes Rui Patrício e o central Rúben Dias foram os únicos totalistas, ao somarem 720 minutos.

No total, o selecionador luso utilizou 26 futebolistas nos oito jogos no Grupo B de qualificação, sendo que só dois não passaram pelo ‘onze’ pelo menos uma vez, os avançados Bruma e Diogo Jota, este o 41.º estreante na ‘era’ Fernando Santos.

A fase de apuramento começou em 22 de março e Portugal ficou, inesperadamente, em ‘branco’ na receção à Ucrânia, que, com Pyatov inspirado, levou um 0-0 da Luz, onde Ronaldo não marcou, nem André Silva ou o luso-brasileiro Dyego Sousa.

Três dias volvidos, o palco foi o mesmo, bem como o desfecho, uma igualdade, agora perante a Sérvia, que até marcou primeiro, por Tadic, logo aos sete minutos. Portugal perdeu Ronaldo, por lesão, aos 30, mas um ‘golão’ de Danilo empatou o jogo, aos 42.

A abrir 2019/20, em 07 de setembro, em Belgrado, Portugal teve, assim, a primeira ‘final’. Era imperioso vencer, ou pelo menos não perder, e a equipa lusa esteve à altura, com um triunfo por 4-2 que não deixou quaisquer dúvidas.

A seleção lusa chegou a 2-0, com tentos de William Carvalho (42 minutos) e Gonçalo Guedes (58), os sérvios ainda reduziram, por Milenkovic (68), mas Ronaldo ‘respondeu-lhe’ (80), tal com Bernardo Silva (86) a Aleksandar Mitrovic (85).

Com o apuramento encaminhado, Portugal goleou, depois, em Vílnius por 5-1, três dias depois, graças a um ‘póquer’ de Cristiano Ronaldo, incluindo um penálti a abrir e três golos quase consecutivos (62, 65 e 76 minutos) que acabaram com as dúvidas que ainda subsistiam ao intervalo (1-1).

O primeiro posto jogou-se em outubro, no dia 14, em Kiev, três dias depois de um ‘treino’ na receção ao Luxemburgo, saldado com um triunfo tranquilo por 3-0, e Portugal foi claramente dominado pela Ucrânia, que justificou plenamente o triunfo no Grupo B.

Yaremchuk, aos seis minutos, e Yarmolenko, aos 27, deram cedo uma substancial vantagem aos ucranianos, que Portugal só pôs em causa na parte final, depois de um penálti de Ronaldo, aos 72, numa jogada que deixou os ucranianos com 10.

Nessa fase final do encontro, Portugal teve várias ocasiões para, pelo menos, empatar o jogo, mas faltou eficácia e também um bocadinho de sorte, nomeadamente num ‘tiro’ de Danilo ao ‘ferro’, já com o encontro a acabar.

A Ucrânia qualificou-se com esse resultado, mas Portugal manteve-se dependente apenas de si para selar o segundo lugar, o que conseguiu, sem dificuldades, a começar por um 6-0 à Lituânia, com mais três golos de Ronaldo, na quinta-feira.

Depois do triunfo em Faro, apenas faltava vencer no Luxemburgo, e a seleção lusa cumpriu a ‘obrigação’, num relvado em muito mau estado, ao vencer por 2-0, com tentos de Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo, mas até a derrota teria servido.