Grande Futebol
"Deixar as competições europeias para agosto é um cenário possível"
2020-04-30 15:30:00
Alberto Colombo reconhece que a decisão final cabe à UEFA

A Liga dos Campeões e a Liga Europa podem seguir vários cenários para a sua conclusão, disse à Lusa o secretário-geral adjunto da Associação de Ligas Europeias de futebol (European Leagues), reconhecendo que a decisão caberá à UEFA.

As duas principais provas europeias de clubes foram suspensas no início de maio, nos oitavos de final, devido à pandemia de covid-19.

“Temos vários cenários para competições europeias. Acabar os campeonatos no final de julho e início de agosto e, depois, deixar as competições europeias em agosto é um deles, mas a decisão será da UEFA”, disse à Lusa Alberto Colombo.

A European Leagues representa 36 ligas profissionais de futebol e associações de clubes de 29 países, entra elas a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Alberto Colombo explicou que as estruturas nacionais estão a trabalhar para que seja possível terminar os campeonatos, apesar de já existirem casos em que as competições canceladas, casos dos Países Baixos e da França.

“Respeito as decisões dos governos e as ligas vão respeitar. Estas decisões podiam ter esperado mais um bocado, podiam ser tomadas daqui a umas semanas, mas respeitamos”, salientou.

Com a declaração de pandemia, em 11 de março, inicialmente alguns eventos desportivos foram disputados sem público, mas, depois, começaram a ser cancelados, adiados – nomeadamente os Jogos Olímpicos Tóquio2020, o Euro2020 e a Copa América – ou suspensos, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais de todas as modalidades.

Os campeonatos de futebol de França e Países Baixos foram, entretanto, cancelados, enquanto países como Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal preparam o regresso à competição.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 224 mil mortos e infetou cerca de 3,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Cerca de 890 mil doentes foram considerados curados.