Grande Futebol
Aos australianos não lhes chega Bolt: querem fogo, música e luzes
2018-10-22 21:00:00
Tochas de fumo na bancada, fan zones inspiradas no que foi feito no Mundial e música durante o jogo estão no plano.

“Os fãs querem mais entretenimento pré-jogo, durante o jogo e no intervalo. Geralmente, um jogo tem cerca de 30 minutos com a bola parada ou fora do jogo. Alguns desses espaços podem ser preenchidos”.

É esta a premissa que está a levar a Liga Australiana a estudar algumas formas de dinamizar o futebol do país com matéria extra futebol, incluindo música, fogo e luzes durante os jogos. Mas não do tipo do que está na fotografia. É outro tipo. Já lá vamos.

Por lá, também querem futebol do bom. Vamos começar mesmo por aqui e deixar o fogo, a música e as luzes lá para a frente.

Plano falhado com as estrelas

Para além de Usain Bolt, o país dos cangurus quer ter estrelas no seu futebol. Foi por isso que, há algumas semanas, convidaram Andrea Pirlo e Francesco Totti para fazerem uma perninha num jogo da Taça. A ideia era que Pirlo e Totti se juntassem, respetivamente, ao Avondale FC e ao APIA Leichhardt, nos quartos-de-final da FFA Cup.

O plano acabou por não ir para a frente, até porque as experiências do passado não foram impressionantes: por lá já passaram David Villa e Del Piero, por exemplo, e nada conseguiram fazer para contrariar as assistências em ritmo decrescente. Segundo o Guardian, já lá vão cinco temporadas seguidas com assistências a descer.

O caminho não foi, portanto pelas estrelas.

"Ei, oh Manel! Vai ser pontapé de baliza, põe a música!"

A mais recente ideia da A-League foi, então, trazer novas formas de entretenimento. Tochas de fumo – seguras – na bancada, fan zones inspiradas no que foi feito no Mundial e música durante o jogo estão nos planos.

A ideia é trazer as famílias ao estádio, depois de anos de redução nas assistências, bem como nas audiências televisivas. O desafio é “garantir que as unicidades do futebol são mantidas”. “Queremos o melhor dos dois Mundos”, diz Greg O’Rourke, diretor da A-League, garantindo que a ideia não é substituir os cânticos dos adeptos por barulho e efeitos artificiais. Já alguns clubes aceitaram testar alguns lançamentos controlados de tochas de fumo nas bancadas.

O principal problema, pelo cariz controverso e até bizarro desta medida, é mesmo a música durante os jogos, nomeadamente em pontapés de baliza, cantos e substituições. Mas engraçado, dizemos nós, seria certamente.

“Os fãs querem mais entretenimento pré-jogo, durante o jogo e no intervalo. Geralmente, um jogo tem cerca de 30 minutos com a bola parada ou fora do jogo. Alguns desses espaços podem ser preenchidos”.

Ainda assim, esta ideia não será para os grandes jogos, nos quais o público faz a festa por si próprio. Será, sobretudo, para os estádios mais pequenos ou para os estádios grandes, mas com pouco público.