Grande Futebol
À descoberta da Europa através do mapa desenhado por Raúl Silva
2017-07-27 21:05:00
Central ex-Marítimo fez a diferença ao marcar o golo que permite à equipa de Abel encarar a segunda mão com esperança

Raúl Silva abriu o mapa e descobriu o caminho que poderá conduzir o SC Braga rumo à fase de grupos da Liga Europa, um dos grandes objetivos da temporada. O defesa-central fez jus à condição de melhor marcador da pré-época e apontou o golo que permitiu à equipa portuguesa sair de Estocolmo com um empate a uma bola, diante do AIK, e encarar a segunda mão com legítimas aspirações de seguir em frente.

Com uma defesa remodelada face às entradas de Ricardo Esgaio, Raúl Silva e Jefferson; um meio-campo renovado em virtude do surgimento de Franségio na zona central e de Fábio Martins no lado esquerdo; e um ataque cimentado na aposta em Rui Fonte e Stojiljkovic, a equipa portuguesa entrou bem no jogo, personalizada, ocupando bem os espaços.

Sem grande margem de manobra, o adversário revelava grandes dificuldades em criar lances de perigo, pelo que foi com naturalidade que o conjunto liderado por Abel Ferreira chegou à vantagem logo à passagem do minuto 10. Fortíssimo no jogo aéreo, Raúl Silva respondeu de forma determinada a um pontapé de canto de Fábio Martins, colocando os arsenalistas na frente do marcador através de um fortíssimo remate de cabeça.

Todavia, passados apenas apenas oito minutos, sem que nada o fizesse prever, uma imprudência de Pedro Santos esteve na origem do golo do empate. O médio/extremo direito bracarense empurrou o adversário na grande área e o árbitro romeno, Marius Avram, não hesitou ao assinalar penálti. Avram não hesitou e Sundgren não tremeu, enganando Matheus. Bola para um lado, guarda-redes para o outro. Estava feito o empate. E tudo mudou no jogo.

O SC Braga perdeu o comando do desafio, começou a apresentar desnecessário nervosismo e encolheu-se perante a notória superioridade dos suecos no meio-campo, onde conseguiram acentuar através de maior mobilidade, muito em parte devido à ação de Lindkvist, a superioridede que tinham devido à estratégia utilizada pelo técnico Rikard Norling, assente num claro 3x5x2.

Ao minuto 25, Rosic viu um cartão amarelo desnecessário e contribuiu para a oscilação que a equipa revelava. Ainda assim e, pese embora, o susto apanhado à passagem da meia hora quando o árbitro assinalou tardiamente um fora de jogo aos nórdicos, o conjunto português chegou ao intervalo com o empate a um golo no marcador.

A verdade é que o SC Braga entrou no segundo tempo como terminou o primeiro: receoso. Como resultado, viu uma bola embater no poste da baliza defendida por Matheus ao minuto 48. Fábio Martins começou, então, a ocupar espaços na zona mais central e passou a criar mais desequilíbrios, contribuindo de modo decisivo para a melhor fase da segunda parte dos bracarenses, que viram o árbitro negar-lhes, injustamente, a marcação de um penálti aos 64 minutos. quando Pedro Santos cruzou e Blomberg cortou o lance com as mãos. Seja como for o lance serviu para acordar a equipa de Abel Ferreira que, a quinze minutos do final, teve oportunidade soberana para chegar ao 2-1, não fosse a magistral defesa de Linner. 

Dada a diferença de rodagem entre as duas equipas nesta fase da temporada, factor mais temido pela equipa técnica do clube da cidade dos arcebispos, Abel começou a refrescar o onze. Ainda apanhou um enorme susto, quando Stefanneli introduziu a bola na baliza em lance de contra-ataque, que acabou anulado por fora de jogo, mas a equipa soube reagir: Hassan ainda chegou a festejar a dois minutos do final, em jogada que não contou pelas mesmas razões.

Até ao final, registo para uma enorme defesa de Matheus que, à entrada para os minutos de compensação, susteve de forma soberba um remate de Lindkvist. O guarda-redes segurou o empate que Raúl Silva construiu e o SC Braga tem agora legítimas esperanças, podendo sonhar alto.

 

 

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