Grande Futebol
1.5 mil milhões de euros investidos para mudar o futebol
Luís Santos Castelo
2018-09-13 22:15:00
O relatório financeiro anual do Manchester City revelou a quantia gasta por Mansour bin Zayed Al Nahyan no clube

Em dez anos, o Manchester City passou de clube de meio da tabela em Inglaterra para campeão e autor do melhor futebol da Premier League, sendo cada vez mais um candidato a vencedor da Liga dos Campeões. Tal desenvolvimento foi conseguido com mérito, claro, mas também (e principalmente) com muito dinheiro. E agora sabe-se oficialmente quanto.

O mais recente relatório financeiro do Manchester City revelou que Mansour bin Zayed Al Nahyan, dono do clube e membro da família real dos Emirados Árabes Unidos, já investiu mais de 1.45 mil milhões de euros diretamente nos 'citizens' desde 2008. Foi nesse ano que Mansour bin Zayed Al Nahyan pagou quase 170 milhões de euros para passar a ser o dono do Manchester City, o que faz com que os gastos totais da sua fortuna sejam ainda maiores e passem os 1.5 mil milhões de euros.

Comparando com Roman Abramovich, o conhecido dono russo do Chelsea, o dinheiro gasto pelo árabe de 47 anos ainda se torna mais impressionante. No final de 2016/17, Abramovich havia investido cerca de 1.3 milhões de euros desde que comprou os londrinos em 2003. Ou seja, Abramovich gastou menos em 14 anos do que Mansour bin Zayed Al Nahyan em dez, o que coloca o Manchester City num patamar nunca antes visto no futebol inglês.

No último ano, o Manchester City passou as 500 milhões de libras (560 milhões de euros) em receitas, tornando-se apenas o segundo clube a fazê-lo em Inglaterra e o quinto em toda a Europa. Apenas Manchester United, Bayern Munique, FC Barcelona e Real Madrid, verdadeiros tubarões do futebol mundial, conseguiram o mesmo feito. Ainda assim, o lucro foi de apenas cerca de onze milhões de euros, o que demonstra bem o tamanho dos gastos do Manchester City.

Mas as receitas e os lucros do Manchester City têm evoluído de forma bastante positiva nos últimos anos. Em cinco anos, as receitas aumentaram 44% e em 2010/11 o prejuízo foi superior a 200 milhões de euros, pelo que a situação atual, apesar dos enormes gastos, é bastante positiva e deixa boas perspetivas para o futuro. Essa estabilidade financeira foi mesmo destacada por Khaldoon al-Mubarak, o presidente do Manchester City, num comunicado emitido em conjunto com o relatório financeiro anual.

"Há dez anos, a ideia que 2018 traria o quarto ano consecutivo com lucro para o Manchester City pode muito ter sido rejeitada por alguns comentadores. Essa é a realidade de hoje, com as receitas a atingirem mais uma vez níveis recorde - ultrapassando a barreira das 500 milhões de libras pela primeira vez - enquanto mais de 400 jogadores e jogadoras treinam e jogam em instalações de classe mundial e jovens talentos começam a deixar a sua marca. Não nos desviámos de forma nenhuma da nossa estratégia de sucesso em campo com uma organização sustentável a nível comercial e financeiro", escreveu Khaldoon al-Mubarak. Contudo, o relatório anual explica que "o Manchester City está dependente da sua empresa-mãe, Abu Dhabi United Group Investment and Development Ltd, pelo seu apoio financeiro continuado".

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