Portugal
Sporting diz que se percebeu que caso Bruno de Carvalho vá a eleições as ganha
Redação Bancada
2018-06-13 14:30:00
Foi a Comissão Transitória quem respondeu em conferência à Comissão de Fiscalização eleita pela MAG.

O Sporting, através de Elsa Judas e Bernardo Trindade Barros, presidente e vice presidente da Comissão Transitória, respondeu hoje ao processo disciplinar imposto pela Comissão de Fiscalização ao Conselho Diretivo do Sporting reiterando que o órgão eleito por Jaime Marta Soares não tem poderes e legalidade para o fazer, voltando a assegurar que a Assembleia Geral de dia 23 de junho "está totalmente ferida de ilegalidades".

Para a Comissão Transitória, "hoje ficou provado que não importa dar a voz aos sócios", pois se percebeu que caso Bruno de Carvalho vá a eleições as ganha. "O que se pretende não é dar a voz aos sócios, não é a marcação de uma AG. Quem manda no Sporting são os sócios. Mais ninguém. É a eles que tem de ser dada a última palavra. Aqui todos os sportinguistas estão de acordo. O que hoje ficou refletido, e não é preciso ser muito inteligente, é que o ex presidente da MAG percebeu algumas coisas. Percebeu que, de facto, Bruno de Carvalho e o Conselho Diretivo tem feito um excelente trabalho e que tem sido reconhecido pelos sócios. Não há interesse em eleições pois já se percebeu que se Bruno de Carvalho for a eleições as ganha".

A Comissão Transitória respondeu ainda à acusação da Comissão de Fiscalização que afirmou que as Assembleias Gerais de dia 17 e dia 21 foram marcadas por órgãos sem poderes para o fazerem: "Sobre as AG de 17 e 21, não há nenhuma decisão judicial que determine a ilegalidade das AG. A de dia 23 está ferida de irregularidades de princípio ao fim. Pode realizá-la se assim o entender, mas no dia a seguir não há ponta por onde se pegue e qualquer decisão dela emanada será ilegal. A AG de 23 a realizar-se nunca destituiria o conselho diretivo".

"Quem está aqui são as pessoas mais aptas para esclarecer estes pontos. Bruno de Carvalho com medo? Isso é piada"

"Percebeu-se que não se pode dar voz aos sócios. O que aconteceu hoje, e vai acontecer até segunda feira, é que não interessa dar a voz aos sócios. Sejam quais forem os órgãos e as decisoes tomadas, a consolidação dessas decisões cabe aos sócios em plenário. Os sócios querem e podem e vão falar dia 17. Percebeu-se que a única coisa a fazer para afastar o Conselho Diretivo, e afastar o presidente, era suspendê-lo através de um processo disciplinar sem se saber muito bem como", afirmou Elsa Judas.

Trindade Barros, vice-presidente da Comissão Transitória, assinalou que a Mesa da Assembleia Geral demissionária até já foi substituída e que, por isso, não tem legalidade para impôr qualquer processo discipinar ou marcar Assembleias Gerais. "Havendo demissão de um órgão este pode ser substituído de duas formas: Através de uma AG por escolha dos sócios, ou o órgão pode ser subtituído por uma comissão transitória. Como a MAG não convocou eleições, restou ao Conselho Diretivo a segunda hipotese: a nomeação de uma comissão transitória até que novas eleições sejam convocados. O primeiro acto da comissão transitória foi dar a palavra aos sócios: escolham a mesa que querem porque a anterior se demitiu e não quer marcar eleições para ser substituída e está focada na destituição do único órgão que estava em pleno funcionamento. Foi convocada a Assembleia para estabelecer a mesa que os sócios quisessem para dia 21 e outra para dia 17 com outros pontos de discussão. Neste contexto, veio a MAG que já tinha sido substituída intentar uma providencia cautelar e o pedido foi indiferido". 

Segundo Trindade Barros, em momento algum Jaime Marta Soares foi legitimado por algum tribunal, acusando mesmo o antigo Presidente da Mesa da Assembleia Geral de mentir. Já Fernando Correia, porta voz do presidente do Sporting, assegurou que "Bruno de Carvalho não veio ainda hoje, pode vir logo, amanhã. Vem às instalações do clube quando quiser". Elsa Judas assegurou que não haverá qualquer legitimidade para impedir Bruno de Carvalho de entrar nas instalações do clube. "É um bocadinho perigoso falar-se disso, porque se atua depois de se terem adotado as medidas judiciais. Ninguém pode entrar aqui com a polícia e retirar o presidente em funções, sem ter a decisão judicial. Não quero falar aqui em usurpação de funções. Mas quem fez isso adiantou-se aos tribunais, fez o papel de juiz, de juiz de primeira instância, do recurso e até do Supremo Tribunal".

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