Portugal
SC Braga ergue troféu, FC Porto em depressão profunda
2020-01-25 22:10:00
Ricardo Horta 'dá' Taça da Liga ao SC Braga em período de descontos

Um golo de Ricardo Horta ao ‘cair do pano' deu hoje a vitória ao SC Braga sobre o FC Porto, 1-0, e consequente conquista da Taça da Liga de futebol, a segunda da história dos minhotos.

O golo surgiu aos 90+5 minutos, com o extremo a aproveitar um ressalto num defesa portista após remate de Fransérgio e a não perdoar diante de Diogo Costa.

O SC Braga vence pela segunda vez na sua história a Taça da Liga, batendo, tal como em 2013, o FC Porto por 1-0. Rúben Amorim, que como jogador venceu seis Taças da Liga, incluindo essa de há sete anos pelo Braga, continua a sua senda 100 por cento vitoriosa, vencendo um troféu ao seu quinto jogo no comando técnico dos ‘arsenalistas.

À quarta final, o FC Porto volta a não conseguir vencer o troféu que lhe falta no museu, a nível nacional, tendo deixado uma imagem ‘pálida' na segunda parte.

Na última de três edições consecutivas da ‘final four' da Taça da Liga realizada em Braga, os minhotos foram mais felizes, mas fizeram por isso, numa partida equilibrada, com uma primeira parte bem mais interessante.

Depois do triunfo sobre o Sporting, na primeira meia-final (2-1), na terça-feira, Rúben Amorim fez apenas uma alteração no ‘onze' com o regresso de Palhinha, tal como o FC Porto, que bateu o Vitória de Guimarães no apuramento para a final (2-1), na quarta-feira, com o também número ‘6' Danilo a voltar à equipa.

Como contra os ‘leões', os bracarenses voltaram a entrar muito fortes e, logo aos cinco minutos, estiveram muito perto de marcar: Ricardo Horta rematou à barra e, na sequência, Fransérgio amorteceu para Paulinho no ‘coração' da área, mas o avançado escorregou no momento do remate, valendo também um bom corte de Alex Teles.

Mais ligado ao jogo, o Braga voltou a criar muito perigo pouco depois, mas Alex Teles foi novamente providencial a dar o ‘corpo às balas' a um remate de Ricardo Horta, parando um lance de golo iminente (13).

O FC Porto demorou a acertar e ‘acordou' quando, após um mau passe de Bruno Viana, Luiz Diaz rematou por cima (17).

Mas as duas grandes ocasiões do FC Porto surgiram aos 38 minutos num espaço de poucos segundos: lançado por Otávio, Corona permitiu a defesa de Matheus e, na recarga, já bem dentro da pequena área, Soares preferiu a força à colocação e a bola esbarrou na trave.

Rúben Amorim lançou Trincão logo aos 50 minutos (saiu Galeno) e, pouco depois, foi obrigado a mexer novamente dada a lesão de Tormena - entrou Wallace (56).

Sérgio Conceição esgotou as substituições em apenas seis minutos, lançando Romário Baró (72), Uribe (74) e Wilson Manafá (78) para os lugares de Sérgio Oliveira, Danilo e Marega.

A segunda parte foi menos interessante porque houve muitas paragens por causa de assistência médica a jogadores de ambas as equipas, o que retirou muito ritmo à partida e poucos foram os lances de perigo nas duas balizas.

O melhor deles, antes do golo, apareceu só aos 90+1 minutos, quando Raul Silva cabeceou à barra após livre de João Novais, entrado instantes antes e, aos 90+5, surgiu o tal tento do oportuno Ricardo Horta, que marcou o seu 17.º golo da temporada.