Portugal
Os 23 de Carlos Daniel
Carlos Daniel
2018-05-15 19:00:00
Na rubrica 'Os meus 23', os jornalistas e colunistas do Bancada colocam-se no papel do selecionador nacional.

Os meus 23
Guarda-redes: Rui Patrício, Anthony Lopes e Beto;
Defesas-laterais: Cédric, Nelson Semedo, Raphael Guerreiro e Fábio Coentrão;
Defesas-centrais: Pepe, Neto, Bruno Alves, Ruben Dias,
Médios: Ruben Neves, William Carvalho, Adrien Silva, João Moutinho, João Mário e Bruno Fernandes;
Avançados: Bernardo Silva, Gelson Martins, Ricardo Quaresma, Gonçalo Guedes, Cristiano Ronaldo e André Silva;

A ausência por lesão de Danilo representa um dos maiores contratempos para o seleccionador nacional. Não só pelo valor intrínseco do médio portista - que pode todavia ser compensado pela chamada de um excelente Ruben Neves - mas também pela possibilidade de fazer a posição de central em situações de recurso, o que talvez permitisse chamar só 3 homens para o eixo da defesa. Além disto, garantiria um representante do novo campeão nacional na lista, já que Ricardo Pereira também é selecionável mas enfrenta a concorrência forte de Cédric e Nelson Semedo.

Na defesa podem estar, aliás, as maiores dúvidas, tanto entre os centrais como à esquerda. No eixo, sendo indiscutível a eleição de Pepe, parece-me provável que Fernando Santos faça avançar um dos campeões veteranos (com Bruno Alves a levar vantagem sobre José Fonte), mais Ruben Dias, que viveu a época de afirmação numa posição em crise, e talvez Neto que garante sempre fiabilidade (em alternativa há Rolando). À esquerda, se algum dos dois apontados não der garantias físicas, não duvido de que Mário Rui irá embarcar para a Rússia.

Com 12 lugares disponíveis do meio campo para a frente, a somar aos 3 guarda-redes e 8 defesas, há 13 jogadores que ocupariam uma vaga sem grande surpresa. Ou seja, no mínimo sobra um, que pode ser André Gomes. A época não lhe correu bem mas é por exclusão de partes que chego a essa possibilidade, mesmo sabendo que Fernando Santos aprecia a qualidade – tanto técnica como tática – do jogador do Barcelona. William Carvalho é intocável e terá Ruben Neves como alternativa. Na segunda posição do meio campo, Adrien e Moutinho serão escolhas óbvias, na linha do que se viu há dois anos em França. Para jogar a partir das alas (e não como extremos, que não existem propriamente na dinâmica preferencial da seleção), serão certos Bernardo Silva e João Mário. Bruno Fernandes será alternativa para essa e outras posições, na sequência da época notável que viveu.

No ataque, Cristiano Ronaldo não se discute e André Silva é o único ponta de lança puro que se adivinha convocado. A capacidade explosiva de Gonçalo Guedes e Gelson Martins será arma forte numa equipa que acarinha os momentos de transição ofensiva e Ricardo Quaresma dá sempre ao jogo, mesmo partindo do banco, uma imprevisibilidade única. Nani, pela maturidade táctica, ainda pode entrar na equação mas a pouca utilização na Lazio joga claramente contra ele. As opções são muitas e as dúvidas que restam são poucas. Portugal tem mais alternativas que há dois anos e jogadores capazes de tornar mais diversificado e atractivo o futebol das quinas. Ganhar é outra conversa. Mas isso logo se vê.

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