Portugal
Os 23 de António Tadeia
António Tadeia
2018-05-16 19:00:00
Na rubrica ‘Os meus 23’, os jornalistas e colunistas do Bancada colocam-se no papel do selecionador nacional.

Guarda-redes: Rui Patrício, Anthony Lopes e Beto
Defesas: Cédric Soares, Ricardo Pereira, Nélson Semedo, Raphael Guerreiro, Pepe, Bruno Alves, José Fonte e Rúben Dias
Médios: William Carvalho, Rúben Neves, João Moutinho, Bruno Fernandes, João Mário e Adrien Silva
Avançados: Cristiano Ronaldo, André Silva, Gelson Martins, Quaresma, Bernardo Silva e Éder

A lesão de Danilo e o momento inseguro de Raphael Guerreiro, que passou boa parte da segunda metade da época sem jogar, impedem-me de recorrer à polivalência de alguns como forma de poder chamar outros em zonas do campo onde a concorrência é muito apertada. Sem Danilo, que é médio mas poderia ser defesa-central numa emergência, não posso deixar de levar um quarto defesa-central – até porque os três indiscutíveis já passaram há muito os 30 anos e não há certeza de poderem fazer a 100 por cento uma prova tão exigente como um Mundial. Já as dúvidas acerca de Guerreiro impedem-me de usar a capacidade de Ricardo Pereira para jogar nos dois flancos e dessa forma levar apenas três defesas-laterais – se o jogador do Borussia não aparecesse em pleno, ia ficar apenas com dois.

Com isso, acabo por limitar a escolha a meio-campo, onde não consigo alargar a escolha para lá dos seis elementos. Obrigado a deixar alguém de fora, vejo-me forçado a abdicar de André Gomes, porque apesar de tudo Adrien dá mais garantias de encaixe no plano de jogo de raiz mais defensiva que Portugal terá de praticar na fase a eliminar. Rúben Neves aparece devido á época extraordinária no Wolves, mas também por ser quem melhor faz de “6” solitário no caso de William não voltar na condição que mostrou antes da lesão – outras opções forçariam a uma mudança de sistema, para se jogar com dois médios a par.

Mais pacíficas as escolhas atrás e à frente. Na baliza não há dúvidas, na defesa elas passam só por um dos laterais: Cédric, Ricardo e Guerreiro são fixos e, dada a capacidade de o portista jogar nos dois flancos, Semedo ganha a quarta vaga a Mário Rui e Cancelo. Na frente, sei que Gelson e Quaresma até são um pouco redundantes – jogam muito parecido – mas se o primeiro é mais fiável caso seja preciso entrar de início, o segundo garante assistências se entrar apenas nos momentos decisivos. Com Ronaldo, Bernardo e André Silva fixos, sobra um lugar. Rafa? Gonçalo Guedes? Aqui lembrei-me que, se necessário for, Ricardo também pode ser extremo. Venha de lá então o Éder, que o golo decisivo no campeonato russo despertou o supersticioso que há em mim.

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