Portugal
Gedson e João Félix são garantias de presente e futuro para o Benfica
Fernando Gamito
2018-07-10 21:30:00
Os dois jovens jogadores mostraram credencias no triunfo do Benfica no primeiro particular da pré-temporada.

O futuro mistura-se com o presente no Benfica. Gedson Fernandes e João Félix são prova disso mesmo. Os dois jovens de 19 e 18 anos, respetivamente, têm esta época a oportunidade de agarrar um lugar no plantel principal das águias e estão a fazer por isso. A resposta que ambos deram nos 45 minutos que alinharam no triunfo sobre o Napredak (sétimo classificado da liga sérvia na época passada), por 3-0 (bis de Jardel e golo de Castillo), no primeiro teste de pré-época, atestam esse facto. Gedson destacou-se como solução para o meio-campo, principalmente no esquema tático de 4x3x3, tendo em conta que oferece características diferentes do que todos os restantes candidatos à posição. Félix, por seu turno, deixou a criatividade falar mais alto e não teve medo de se mostrar ao jogo.

Gedson surge como um ‘box-to-box’ moderno, que dá garantias à equipa tanto defensivamente como ofensivamente. Ainda assim, foi primordialmente no capítulo defensivo que o médio de destacou no primeiro teste de 2018/19. Num meio-campo a meias com o ‘polvo’ Fejsa e o construtor Pizzi, Gedson ofereceu músculo aos encarnados. A recuperação de bola e a pressão alta aos adversários também são dados a favor do futebol do camisola 83. Em termos ofensivos, Gedson foi eficaz a aproveitar os espaços deixados pelos extremos, principalmente por Rafa, na ala, quando estes faziam as habituais diagonais para o meio. O entendimento com João Félix é igualmente visível, não fosse já o tempo que levam a jogar juntos nas camadas jovens dos encarnados.

Por falar em Félix, criatividade e qualidade com bola no pé não falta ao jovem de 18 anos. Embora não tenha conseguido ser decisivo no encontro diante do Napredak como tem vindo a ser nas partidas da equipa secundária do Benfica, o atacante deu sinais positivos e mostrou-se sempre ao jogo, em busca de ter o esférico no pé, a sua forma predileta de jogar. A capacidade que demonstra para conseguir sair com bola do um para um também joga a favor de Félix, embora tenha perdido o esférico um par de vezes. Félix está numa luta pouco favorável, tendo em conta o excesso de soluções que os encarnados têm para as alas e para a frente de ataque. Aqui, a polivalência que tem evidenciado poderá vir a falar mais alto.

Por falar em jovens, Heriberto Tavares também fez valer a oportunidade concedida por Rui Vitória. Embora tenha estado em campo pouco mais de 30 minutos, o extremo esquerdino dotou de velocidade e aceleração o corredor direito. No meio-campo, o recém-regressado Alfa Semedo também deixou pontos positivos, primordialmente no que diz respeito à chegada à área adversária. Na baliza, André Ferreira aparenta não ter lugar no plantel principal para já, mas ainda assim saiu desta tarde sem sofrer qualquer golo em tempo regulamentar e ainda fez um par de defesas consecutivas a negar o golo aos sérvios. A principal dúvida para a nova época no Benfica parece mesmo ser a opção de Rui Vitória no esquema tático. Esta terça-feira, a primeira parte foi de 4x3x3, com Castillo sozinho na frente, e a segunda de 4x4x2, com Jonas e Facundo Ferreyra a dividirem despesas no ataque. O regresso de Zivkovic e a recuperação de Krovinovic terão uma palavra a dizer naquele que vai ser o figurino do onze inicial das águias para 2018/19.

Benfica-Napredak, 3-0 (4-3 g.p.): Castillo (18’) e Jardel (22’ e 41’).

Benfica: Svilar (André Ferreira, 46’); André Almeida (Alex Pinto, 46’), Conti (Lisandro, 46’), Jardel (Lema, 46’), Grimaldo (Yuri Ribeiro, 46’); Fejsa (Alfa Semedo, 46’ [Chiquinho, 77’]), Gedson (Keaton Parks, 46’), Pizzi (Jonas, 46’), Rafa (Heriberto, 46’ [Ola John, 77’]), João Félix (Cervi, 46’) e Castillo (Ferreyra, 46’).

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