Portugal
Benfica revoltado com "parcialidade como não há memória" na justiça desportiva
2019-03-13 16:00:00
"Impossível permanecer em silêncio", avisam águias

O Benfica revela que "os órgãos da justiça desportiva em Portugal estão a demonstrar uma parcialidade como não há memória" e, por isso, irá recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) e para o Pleno do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Em causa estão as recentes decisões do Conselho de Disciplina (CD) da FPF.

Na newsletter oficial, as águias salientam o "descontrolo que existe, com a utilização de argumentos sobre os quais é impossível permanecer em silêncio, por muita moderação que se tenha".

O emblema da Luz faz referência a situações que têm envolvido Yacine Brahimi e as justificações dadas pelo Conselho de Disciplina.

"Num recente acórdão do CD da FPF consegue-se descrever uma agressão da seguinte forma: 'Brahimi coloca a sua mão direita na zona entre o pescoço e o rosto de Rúben Dias'. Será que esteve em campo algum extraterrestre dotado de características físicas que desconhecemos? A que zona do corpo, afinal, se refere mesmo o CD?"

O mesmo órgão federativo tem uma outra decisão recente que está na mira das águias.

"Segundo exemplo. Ontem, no mesmo acórdão em que pune a Benfica SAD com uma multa de 22.950 euros, o CD da FPF, para arquivar o processo sobre declarações injuriosas de Francisco J. Marques para com o Benfica, determina que o futuro… pode vir a dar-lhe razão. Assim, e em resumo, o CD é levado a 'fazer um juízo de prognose favorável ao arguido'".

Na newsletter oficial, o Benfica nota que o CD é "capaz de prever o futuro" e vê como "notável" que este órgão ainda consiga "antecipar-se à justiça cível nas suas próprias decisões".

O Benfica diz ser necessário o "mínimo de decoro e bom senso", algo que é "cada vez mais urgente" no futebol nacional que "precisa de transparência e igualdade de critérios".

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