Portugal
"Ainda estão por apurar que benefícios concretos usufruíram os clubes de Lisboa"
2020-05-19 10:55:00
FC Porto destaca trabalho de Diogo Faria sobre geografia após 25 de Abril e diz que "não é teoria da conspiração"

O FC Porto dá destaque, nesta terça-feira, a um trabalho assinado por Diogo Faria onde fala das transformações verificadas na geografia do futebol após a revolução dos cravos, em 25 de Abril de 1974.

Os dragões sustentam que a maior distribuição de clubes no mapa do futebol nacional "não é mito, não é mania, não é teoria da conspiração".

Tendo por base o trabalho do funcionário dos azuis e brancos, na mais recente edição da revista Dragões, os portistas lembram que "são factos e números, daqueles que não dá para negar" e apontam para o aparecimento de um número maior de emblemas da zona norte e a redução dos clubes da zona lisboeta e de Setúbal.

A conclusão é óbvia para o emblema liderado por Pinto da Costa. Ou seja, neste capítulo, o FC Porto entende que a "Revolução de Abril, que virou tudo ao contrário, abalou o poder instituído".

Além disso, através da revolta dos capitães de Abril, o país "alterou os ciclos de domínio" e foram acrescentadas "novas geografias ao futebol português".

No trabalho revelado pelo FC Porto, na Dragões, pode ler-se que a o futebol nacional ficou mais "descentralizado e democrático".

"É certo que ainda estão por apurar, de forma irrefutável, que benefícios concretos usufruíram os clubes de Lisboa durante o Estado Novo mas há pistas para seguir", pode ler-se no trabalho revelado.

Destacando o papel e o discurso de Pinto da Costa e de Pedroto no combate a Lisboa, é destacado que antes do 25 dde Abril de 1974 tal não tinha sido possível.

"Essa dimensão ideológica nunca poderia ter sido explorada antes do 25 de Abril".

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