Prolongamento
"Vieira é o menos arguido. Está tranquilo. Se Deus quiser será absolvido"
Redação
2021-04-07 16:55:00
"Quem não deve não teme", diz Capristano sobre referência a Vieira em relatório norte-americano

O nome de Luís Filipe Vieira apareceu mencionado no recente relatório do Departamento de Estado dos EUA quando esta entidade abordava os casos que correm na justiça portuguesa e que têm por base suspeitas de corrupção. Nesse documento foram lembrados vários processos mediáticos que correm na justiça de Portugal, entre os quais o caso Lex, no qual Luís Filipe Vieira está entre os arguidos. Para José Manuel Capristano, ex-vice-presidente das águias, a saída deste conteúdo em nada 'belisca' o emblema encarnado e admite até que isto lhe cheira a coisa "requentada".

"O processo Lex é conhecido. O Luís Filipe Vieira é de todos os arguidos o menos arguido. É o menos arguido. Podia explicar mas não vem a respeito. O que digo é que o Estado português foi mais ofendido. O Benfica não é atacado. Nem sei se o nome do Benfica foi ventilado. Primeiro, não está condenado, não há julgamento ainda. Se me perguntam se eu preferia que isto não tivesse acontecido? Claro que preferia. Mas vamos lá ver se a gente se entende", comentou José Manuel Capristano, em declarações na CMTV.

O antigo dirigente dos corpos diretivos do emblema lisboeta insistiu na mesma linha de pensamento e destacou que "este relatório acusa o Estado português". "Se bem vi e li, antes de mais nada. Eu sei e todos sabemos que o Luís Filipe Vieira neste caso é o menos arguido dos arguidos no sentido do que lhe apontam é infinitamente mais pequeno", reiterou José Manuel Capristano, que vê o presidente do Benfica "tranquilo".

"Olho para o Luís Filipe Vieira e vejo-o tranquilo, não o vejo preocupado. Quem não deve não teme. Estou satisfeito? Claro que não estou", inistiu Capristano, confiante de que Luís Filipe Vieira será ilibado neste processo. "Quando for absolvido, e se Deus quiser vai ser absolvido, se algum dano causar, é normalizado nesse momento", explicou Capristano, acreditando que a saída deste tipo de conteúdos internacionalmente não afetará a marca Benfica.

"O que eu digo é que não vou condenar alguém na praça pública. Ele disse que se for condenado vai embora. Não foi condenado. Este processo já existe há não sei quanto tempo. Não há evolução. Por isso é que acho que cheira a requentada", disse, explicando que o Benfica tem patrocinadores internacionais, pelo que, estas situações, não afetam a credibilidade do emblema da Luz no estrangeiro.

O processo Operação Lex tem 17 arguidos e, em causa, estão crimes de corrupção passiva e ativa para ato ilícito, recebimento indevido de vantagem, abuso de poder, usurpação de funções, falsificação de documento, fraude fiscal e branqueamento. A investigação das autoridades portuguesas centrou-se na atividade desenvolvida por três juízes desembargadores do Tribunal da Relação de Lisboa - Rui Rangel, Fátima Galante e Luis Vaz das Neves. De acordo com a acusação, os arguidos utilizaram as suas funções para obterem vantagens indevidas, para si ou para terceiros, que dissimularam.