Prolongamento
"Triste notícia que nos despertou para um vazio que julgávamos inimaginável"
Redação
2021-06-11 12:40:00
Presidente do Vitória recorda sorriso contagiante de Neno

O presidente do Vitória de Guimarães lamentou hoje a morte do ex-futebolista internacional português Neno, lembrando que recordar o legado deixado pelo antigo guarda-redes leva a “ter permanentemente na imagem um sorriso”.

“Um sorriso que contagiou o Vitória, o futebol nacional e a sociedade portuguesa. Agradeço, por isso, todas as manifestações que nos têm sido endereçadas por várias entidades e personalidades do desporto e da vida pública, registando a força que nos transmitem nesta hora tão inesperada”, escreveu Miguel Pinto Lisboa, numa extensa mensagem de condolências publicada no sítio oficial dos vimaranenses na Internet.

O ex-internacional português Neno morreu na quinta-feira, aos 59 anos, informou o Vitória de Guimarães, clube no qual jogou e terminou a carreira de futebolista, antes de exercer as funções de treinador de guarda-redes e, nas últimas épocas, de dirigente.

“A triste notícia que nos despertou para um vazio que julgávamos inimaginável provocou em todo o universo vitoriano uma onda de enorme consternação, mas teve o condão de demonstrar o carinho e o respeito que o Neno merecia em toda a sociedade portuguesa, unindo mundos tão diversos em torno de uma figura carismática, consensual e que por todos é lembrada como sinónimo de alegria e de uma profunda humanidade”, agregou.

Formado no Barreirense, Neno alinhou pelo Vitória de Guimarães em três fases distintas (1984/85, 1988-1990 e 1995-1999) e participou na única Supertaça Cândido de Oliveira conquistada pelos minhotos, em 1988, ao bater o FC Porto (2-0 e 0-0 nas duas mãos).

“Foi uma pessoa cheia de vida, o que torna ainda mais cruel esta perda. Nesta hora tão difícil, o pensamento do Vitória e dos vitorianos está com as pessoas que lhe são mais próximas e às quais o clube tem prestado e continuará a prestar todo o apoio”, notou.

Formado no Barreirense, Neno defendeu ainda as balizas do Vitória de Setúbal (1987/88) e do Benfica (1983-1987 e 1990-1995), pelo qual venceu três edições da I Liga (1986/87, 1990/91 e 1993/94) e outras tantas da Taça de Portugal (1985/86, 1986/87 e 1992/93).

“Neste abraço coletivo não esqueçamos os amigos que deixa no Vitória e em Guimarães. O dia-a-dia do clube e da cidade confundiam-se com a figura do Neno, sempre presente, com uma palavra amiga e com a disponibilidade que é única das pessoas mais genuínas. Sendo uma fonte de energia e de boa disposição, o Neno foi alguém que fez da partilha e da camaradagem um mote de vida e uma forma de estar”, vincou Miguel Pinto Lisboa.

Dirigindo “um forte abraço aos funcionários e colaboradores do presente e passado” do Vitória de Guimarães, o dirigente assumiu a “enorme responsabilidade” do clube em “honrar e perpetuar a memória deste seu embaixador, grande em todos os momentos”.

“É irónico que o Neno, natural de Cabo Verde e tão orgulhoso das suas raízes, nos tenha deixado no Dia de Portugal, quando ele tão bem representou, promoveu e difundiu esta noção de bem comum, perdurando não só como figura local, mas alguém que saltou, de forma consensual, as próprias fronteiras do país”, finalizou a mensagem dedicada ao ex-guarda-redes, que cumpriu nove jogos pela seleção das ‘quinas’, entre 1989 e 1996.