Prolongamento
"Regressar ao FC Porto está fora das opções mas paixão do adepto é imprevisível"
2021-12-22 09:50:00
António Oliveira diz que "futuro a Deus pertence" ao falar do rumo que Fernando Gomes tomará quando deixar FPF

Fernando Gomes, de 69 anos, cumpre o terceiro e último mandato na Federação Portuguesa de Futebol (FPF), tendo assegurado, recentemente, que depois de sair do organismo federativo deixará o futebol, coisa que António Oliveira, antigo selecionador nacional, tem reservas, realçando que o líder da FPF poderá ser confrontado no horizonte com uma candidatura à presidência do FC Porto.

Numa altura em que Pinto da Costa se mantém na liderança dos dragões, a verdade é que com o avançar da idade do líder dos azuis e brancos a sucessão vai sendo comentada, com alguns nomes a serem colocados na rota da cadeira do poder no FC Porto. André Villas-Boas ou Vítor Baía foram já alguns nomes apontados ao cargo, sendo que António Oliveira, ex-treinador do FC Porto e figura destacada no universo portista, não coloca de parte a possibilidade de Fernando Gomes se candidatar ao cargo.

"O atual presidente da FPF divulgou publicamente que no fim deste mandato terminará a sua relação com o futebol. Não coloca a hipótese de se candidatar a presidir o FC Porto ou a UEFA, mas mantém o sonho possível da nossa Seleção vencer um Mundial", assinalou Oliveira, sublinhando que, apesar de Fernando Gomes colocar de parte uma permanência ao serviço do futebol para lá do mandato na FPF, "fica sempre incerteza".

"Regressar à liderança do clube está fora das opções, mas fica sempre incerteza, porque a paixão do adepto é imprevisível", avisa António Oliveira, em artigo de opinião que assina no jornal A Bola.

O antigo selecionador nacional e ex-treinador do FC Porto relata ainda que Fernando Gomes também "confirmou a não disponibilidade para se candidatar à UEFA, bem como os motivos da saída do clube (no tempo atrás), para manter a independência clubística".

Ainda assim, António Oliveira sustenta que "o futuro a Deus pertence" mas, aconteça o que acontecer, o antigo técnico está certo de que Fernando Gomes "vai deixar obra feita" na Federação Portuguesa de Futebol, "mas também problemas bem graves por resolver".

O antigo selecionador nacional identifica aqueles que são, a seu ver, os tais "problemas". "Entre outros, um Conselho de Disciplina que, desde o início, se revelou escolha polémica e inapropriada, que nunca conseguiu a coerência que as decisões carecem".

No olhar de António Oliveira "foram polémicas a mais, com interferências infelizes no desenrolar das provas" tuteladas pelas entidades que fazem parte do organismo federativo.

Fernando Gomes foi eleito pela primeira vez a 10 de dezembro de 2011. Antes de chegar à liderança da FPF, Fernando Gomes começou a destacar-se no dirigismo no FC Porto, emblema no qual foi basquetebolista e, depois, dirigente.