Prolongamento
"Querem transformar o Taremi num piscineiro, que simula penáltis, num batoteiro"
2021-10-08 09:55:00
"É preciso averiguar se a cartilha existe. É preciso estar atento a estas manobras", diz José Fernando Rio

Mehdi Taremi, avançado do FC Porto, tem sido tema de conversas entre portistas, e não só, pelo capítulo disciplinar, isto depois de ter sido expulso no último embate dos dragões. O iraniano recebeu ordem de expulsão depois de completar a coleção de cartões numa só partida e viu o respetivo vermelho. O entendimento azul e branco é de que o avançado não deveria ter sido expulso. Mas para José Fernando Rio, antigo candidato à presidência do FC Porto, a análise em relação ao camisola 9 é mais ampla e, além de não concordar com a expulsão, diz notar uma narrativa que começa a circular na imprensa de que querem fazer passar Taremi por "batoteiro", coisa com a qual discorda. E explica as razões.

"Querem transformar o Taremi num piscineiro, num jogador que simula penáltis, que é, no fundo, um batoteiro. Todos os canais alinham pelo mesmo diapasão", lamenta José Fernando Rio, referindo que numa análise mais atenta ao que vai saindo dá para perceber que "todos dizem a mesma coisa". 

O ex-candidato à presidência do FC Porto não concorda e diz que esta narrativa está presente em vários órgãos de comunicação social. "Não é apenas o canal A, B ou C. São todos. Não são jornalistas do programa X, Y ou Z."

Rio nota um "alinhamento claro" que este acredita ser "o regresso da cartilha" ainda que num formato distinto. "É uma coincidência usarem os mesmos argumentos", revela o ex-candidato à presidência do FC Porto, referindo que Taremi é "um jogador inteligente, que simula fintas e que vai para cima dos adversários".

Perante este estilo praticado em campo, este nota que "há uma forma organizada de denegrir a imagem do Taremi tendo em vista condicionar as arbitragens".

José Fernando Rio diz que é preciso "averiguar se a cartilha existe". "É preciso estar atento a estas manobras", declarou o antigo candidato à presidência do FC Porto, sustentando que, a seu ver, a cartilha voltou "numa versão ainda mais negra".

"Antes a cartilha visava condicionar os comentadores do Benfica. A cartilha é, neste momento, dirigida a jornalistas, a comentadores com carteira de jornalista e aos próprios órgãos de comunicação social", denuncia. 

"Sabemos que os comentadores foram afastados, achavam que esses comentários intoxicavam o futebol", recordou Rio, sublinhando que ainda se pensou que as análises seriam "mais frias" relativamente aos acontecimentos do futebol.

"Hoje, desconfio que essa cartilha está dirigida a jornalistas e aos órgãos de comunicação social", defende Rio, explicando que nota essa situação tendo por base aquilo que vai assistindo.

"Não só os jornalistas defendem as mesmas ideias, quase todos pelas mesmas palavras, e vemos as televisões a alinharem por esse padrão. Tenho essa desconfiança", acrescentou, referindo que, se isto for verdade, é "muito mais grave".

Em declarações no Portal dos Dragões, José Fernando Rio admite ainda, ao falar das arbitragens no campeonato, que "o Benfica foi habituado a ser o clube do regime e a ser levado ao colo para as vitórias". 

No seguimento desta ideia que tem, Rio entende que com Luís Filipe Vieira o clube da Luz procurou "basear-se em fatores externos para tentar as vitórias dentro de campo". 

Agora que Luís Filipe Vieira já não é o líder das águias, José Fernando Rio considera que "Vieira saiu do futebol mas o futebol não se livrou dos métodos de Vieira".