Prolongamento
"Para dizer que é grande e glorioso não pode andar a queixar-se dos árbitros"
2022-05-13 12:55:00
"Eu sei que o Benfica, em certos momentos, teve árbitros que influenciaram resultados", reconhece Jorge Castelo

Roger Schmidt está a caminho do Benfica e os adeptos encarnados esperam que o treinador alemão consiga recolocar as águias no voo certo das vitórias e das conquistas, que têm escapado nos últimos anos. Porém, mais do que mudanças no comando técnico, Jorge Castelo, antigo membro da estrutura do futebol das águias, avisa que é necessário que o Benfica faça um reflexão sobre o que lhe tem acontecido e não atire culpas para cima dos árbitros como forma de justificar os anos de insucesso dentro das quatro linhas.

"Para se dizer que o clube é grande e glorioso não pode andar a queixar-se dos árbitros a todo o momento", avisa Jorge Castelo, referindo ser importante para os encarnados perceberem que, em alguns momentos, as decisões dos árbitros foram determinantes mas não explicam tudo.

"Eu sei que o Benfica, em certos momentos, teve árbitros que influenciaram resultados", admitiu o antigo colaborador do Benfica, que alerta para a necessidade de perceber a situação do Benfica em toda a sua largura.

"O Benfica tem que ser muito mais forte para ultrapassar estes problemas porque os jogos ganham-se com os jogadores e com o treinador não é com o árbitro", comentou Jorge Castelo, que falava em declarações no canal de televisão A Bola TV.

Por outro lado, Jorge Castelo acredita que vão chegar vários jogadores para o plantel do Benfica, alguns para desempenharem posições fundamentais.

"Na minha opinião, o que vai acontecer é que vão aparecer quatro ou cinco jogadores fulcrais para o Benfica", vaticina Jorge Castelo, avisando Roger Schmidt de que terá de perceber rapidamente que o Benfica precisa urgentemente de voltar às vitórias.

"O clube tem uma história e não pode andar três ou quatro anos sem ganhar. Se não, vai andar muitos anos à espera de ganhar qualquer coisa", admite Jorge Castelo.

Olhando para a forma de jogar de Roger Schmidt, Jorge Castelo diz que há um padrão de marcar muitos golos mas também de os sofrer. E por isso, Castelo avisa o treinador alemão que deverá compreender que, em Portugal, não pode sofrer tantos golos como vinha o PSV sofrendo na Liga dos Países Baixos.

"Se pensa que vem para aqui sofrer 40 golos, que tire o cavalinho da chuva que não pode sofrer 40 golos. No máximo aqui pode sofrer 20, 23 e se calhar em outras circunstâncias", salientou Jorge Castelo, avisando ainda que uma equipa que quer vencer o campeonato não pode deixar escapar "mais que 12 pontos" ao longo da 'maratona' de jogos na I Liga portuguesa.