Prolongamento
"Para corar de vergonha", diz FC Porto após Pinto da Costa falar do "caloteiro"
Redação
2021-03-31 09:35:00
Dragões insistem nas críticas ao executivo de António Costa

O FC Porto não se conforma com os atrasos das devoluções de verbas relativas ao IVA que estão retidas no Ministério das Finanças e depois de Pinto da Costa ter abordado o tema e criticado os "caloteiros", nesta quarta-feira, o clube da Invicta insiste no tema e espera que as queixas sejam ouvidas no gabinete de António Costa e do ministro das Finanças.

"O Estado português está há três meses sem cumprir a obrigação de reembolsar a SAD do FC Porto em três milhões de euros relativos ao IVA de 2020", realçam os azuis e brancos, lembrando que não estão a pedir um qualquer apoio ao Estado mas, sim, uma verba que dizem já ter sido paga. E que continuam a aguardar que regresse aos cofres do clube nortenho.

"Não está em causa, note-se, qualquer subsídio ou benefício especial concedido ao clube, mas apenas a devolução de algo que foi pago a mais", fazem questão de lembram os portistas, para que não fiquem dúvidas a respeito daquilo que estão a reclamar junto do Estado português.

Nas críticas que faz, o emblema portista diz que "não foi por acaso que no último episódio dos Retratos do Novo Mundo Jorge Nuno Pinto da Costa falou do 'cariz lamentável de caloteiro do Estado'".

Já nesta quarta-feira, esperando que o caso fique resolvido o quanto antes, o emblema da Invicta diz que esta situação é "para corar de vergonha".

Nas declarações que prestou aos meios de comunicação do FC Porto, e onde criticou o Estado por causa das medidas de combate à pandemia que continuam a não contemplar a abertura das bancadas dos estádios, Pinto da Costa abordou os atrasos nos pagamentos do Estado a respeito de verbas que já deram entrada nos cofres do Fisco.

"Continua sem nos pagar a devolução do IVA que nos é devido e que devia ter pago no ano passado. E são alguns milhões que nos fazem falta para cumprir com as nossas obrigações", salientou Pinto da Costa.

O presidente do FC Porto falou de "efeitos negativos" que estão a ser enfrentados pelo emblema que comanda "sem a ajuda de quem quer que seja".

"Não tivemos nenhuma facilidade de pagamento de impostos. Pelo contrário. Parece uma tentativa de nos asfixiar, não devolvendo o que é nosso."

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