Prolongamento
Ordem de destruição para alguns emails de Rui Pinto
2020-10-19 12:10:00
Ficheiros terão sido recolhidos de forma ilegal pelo hacker

O juiz Carlos Alexandre já autorizou a destruição de vários emails de Rui Pinto que terão sido obtidos de forma ilegal.

De acordo com o Correio da Manhã, citado pelo O Jogo, o juiz acedeu ao pedido do procurador Carlos Casimiro para destruir os ficheiros de Rui Pinto apreendidos ainda no tempo em que este estava na Hungria.

"Autoriza-se desde já à PJ a imediata destruição de todas as cópias efetuadas e analisadas no âmbito dos presentes autos (...). Em virtude de terem sido obtidos de forma ilegal, não só constituem prova ilegal como afetam um conjunto indeterminado de sujeitos que importa proteger (...)", pode ler-se no requerimento do Ministério Público.

Os ficheiros com ordem de destruição pela justiça são relativos a processos entretanto suspensos e nos quais Rui Pinto é investigado. Porém, entre os ficheiros existem outros com dados sobre o Benfica.

O Correio da Manhã assegura que entre os ficheiros com ordem para destruição estarão mails enviados a Francisco J. Marques sobre o Benfica mas também documentos que serviam de investigação do Ministério Público ao emblema da Luz mas como terão sido recolhidos de forma ilegal foi submetido o pedido para a sua destruição.

Rui Pinto, de 31 anos, tem sido uma figura central nos casos de justiça desportiva, nos últimos tempos, já que o seu nome aparece associado a vários processos como o caso Doyen.

Atualmente, Rui Pinto responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 07 de agosto, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

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