Prolongamento
"Onde estão os comentadores que andaram a denegrir a imagem do Sporting?"
2020-11-25 12:55:00
Tavares Pereira pede responsabilidades no caso Cashball

Fernando Tavares Pereira, antigo candidato à presidência do Sporting, espera que o caso Cashball não passe sem que ninguém seja culpado e condenado.

"Onde estão os verdadeiros responsáveis pelo projeto do Cashball para a destruição de pessoas e de um clube que, na realidade, teve um desfecho processual sem qualquer tipo de acusação? Que interesses estariam por trás dessas denúncias?", questiona Tavares Pereira.

Em artigo de opinião que assina no portal Leonino, o ex-candidato à presidência verde e branca diz que esse processo motivou um ataque a uma "coletividade centenária que é o Sporting" mas também aos "seus responsáveis da época".

"Quem vai pagar todos esses prejuízos causados ao Sporting?", pergunta Fernando Tavares Pereira, considerando que o cerco está a apertar para quem, alegadamente, comete ilegalidades.

Tavares Pereira salienta que "outras acusações ao longo de décadas têm sido desmascaradas" mas nunca antes como agora as "grandes suspeitas de fraude desportiva" provocaram "tão profundas feridas".

"Não vejo ninguém a responsabilizar quem quer que seja, pelas denúncias caluniosas que levantaram", lamenta o ex-candidato à presidência dos leões, perguntando onde estão os comentadores que falaram horas a fio sobre este caso.

"Onde estão agora os comentadores" que "não tiveram qualquer problema em denegrir a imagem das referidas pessoas, assim como do Sporting?"

Tavares Pereira diz que comentadores e jornalistas deveriam "pedir desculpas durante o mesmo período de tempo que andaram a denegrir a imagem das pessoas e do Sporting".

Esperando que as pessoas que estiveram, alegadamente, na base deste caso sejam responsabilizadas judicialmente, Tavares Pereira pede que "não joguem por baixo das mesas, joguem às claras."

O relatório final da Polícia Judiciária (PJ) iliba os ex-responsáveis da SAD do Sporting no caso Cashball, sendo que o único arguido que não foi ilibado é precisamente Paulo Silva, empresário que em 2018 denunciou o caso, quando assumiu ter sido mandatado, através de intermediários, para corromper árbitros de andebol e jogadores de futebol adversários, de modo a favorecerem o Sporting.

De acordo com esse mesmo relatório final da PJ, "é possível verificar que Paulo Silva estabeleceu contactos com jornalistas no sentido de dar uma entrevista sobre os factos em investigação no qual terá sido estipulado uma contrapartida no valor de 30 mil euros (20 mil para falar de futebol e 10 mil por falar do andebol).”