Prolongamento
"O meu mail deve ser muito violado", admite Ana Gomes
Redação
2020-09-17 11:55:00
Ativista contra a corrupção defende papel dos denunciantes

Ana Gomes recusa a ideia de que é populista e diz que as pessoas "confundem popular com populismo".

A candidata à Presidência da República assegurou que sempre que criticou algo ou alguém o pretendeu fazer no sentido de "salvar" as instituições.

Em entrevista à RTP, Ana Gomes foi questionada sobre a forma como tem feito declarações públicas, nomeadamente em relação a figuras mediáticas que têm processos a correr na justiça e não foram, até à data, condenadas.

Gomes recusou a ideia de que tenha criticado algo ou alguém só porque sim. 

"Sempre que falei, acho que o fiz de forma fundamentada. Mandei comunicações para as instâncias políticas, fiz denúncias escritas, com a minha cara, não são anónimas e muitas vezes não foram seguidas".

Ana Gomes disse ainda em jeito de lamento que "muitas vezes as instâncias da justiça foram manipuladas por dentro, abafadas para que não existisse justiça".

Na entrevista conduzida por Vítor Gonçalves, Ana Gomes foi depois questionada sobre a forma como tem defendido Rui Pinto e se não poderá estar a defender alguém que poderá ter cometido práticas ilicitas em relação à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O jornalista acabou por lhe fazer uma questão muito direta: "A Ana Gomes aceitava que o seu e-mail fosse violado?"

"O meu mail deve ser muito violado porque infelizmente no nosso país não temos investido muito em segurança cibernética. É se calhar isso que explica que sejam facilmente violadas as caixas de e-mail da PGR."

A candidata à Presidência da República revelou depois, em defesa de Rui Pinto, que o papel dos denunciantes "é fundamental".

"Sabemos que as polícias não têm meios humanos e tecnológicos para irem atrás da criminalidade. Quanto a isso sou clara e o papel dos denunciantes é fundamental."

Ana Gomes acrescentou ainda que é preciso ver o "extraordinário serviço público que Rui Pinto prestou em Portugal e noutros países". 

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