Prolongamento
“Não tenho 160 milhões para pagar as dívidas”, afirma Vieira
2021-08-20 10:20:00
Ex-presidente do Benfica vai entregar ações da Promovalor ao Novo Banco

Luís Filipe Vieira afirmou que não irá conseguir reembolsar o Novo Banco pelo empréstimo de 160 milhões de euros que contraiu junto do Novo Banco em 2011. “Não tenho 160 milhões para pagar as dívidas”, adiantou o ex-presidente do Benfica.

Em breves declarações ao Correio da Manhã, Vieira acrescentou que irá entregar ao banco as ações da Promovalor, a empresa que agrega os principais bens imobiliários da família.

“Já está tudo tratado para se entregar as ações”, acrescentou Luís Filipe Vieira, nas breves declarações ao jornal.

O Novo Banco tinha emprestado 160 milhões de euros ao ex-dirigente desportivo, através de uma emissão de dívida de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC).

O prazo para o pagamento desses VMOC termina dentro de duas semanas, com Vieira a admitir agora que não irá conseguir devolver a totalidade do empréstimo.

Uma vez que Vieira vai entregar os títulos da Promovalor SGPS, o Novo Banco passará a controlar essa empresa.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.

O agora ex-presidente do Benfica encontra-se agora em liberdade, após ter prestado uma caução de três milhões de euros, mas proibido de sair do país.

Vieira encontra-se indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

Segundo o Ministério Público, o empresário provocou prejuízos ao Novo Banco de, pelo menos, 45,6 milhões de euros, compensados pelo Fundo de Resolução.

No mesmo processo, denominado ‘Cartão Vermelho’, foram detidos, para primeiro interrogatório judicial, o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, todos indiciados por burla, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal.