O jovem maestro do FC Porto foi eleito o Melhor Jogador do Mundial Sub-17. A imprensa espanhola rende-se ao talento luso, descrevendo-o como a fusão perfeita entre a inteligência tática de Vitinha e a magia de Rodrigo Mora.
Portugal é campeão do Mundo de Sub-17, mas há um nome que brilha agora com uma intensidade especial no firmamento do futebol internacional: Mateus Mide.
O médio criativo do FC Porto não só comandou a Seleção Nacional rumo a um título inédito no Catar, como foi coroado pela FIFA com a Bola de Ouro da competição, distinguindo-se como o craque incontestável do torneio.
A qualidade apresentada por Mide não passou despercebida aos vizinhos espanhóis. Numa análise detalhada ao perfil do jogador, o jornal As descreve o jovem portista como uma espécie de “híbrido de luxo” da formação azul e branca.
Para a publicação, Mateus Mide reúne o melhor de dois mundos: possui a clarividência, o controlo de bola e a capacidade de organização de Vitinha (antiga pérola do Dragão, hoje no PSG), aliados à irreverência, à vertigem ofensiva e àquele futebol de rua característico de Rodrigo Mora, a mais recente coqueluche da equipa principal do FC Porto.
“Mateus Mide está, desde esta quinta-feira, na mesma lista que Kroos, Fàbregas ou Foden. Esta é a lista de MVP de um Mundial Sub-17 e o médio-ofensivo do FC Porto juntou-se a ela após vencer o torneio e inclusive participar na jogada do único golo da final. Uma nova joia que está a ser criada na prolífica formação azul e branca e que já fez soar os alarmes em toda a Europa”, refere o jornal As.
“O camisola 10, com uma semelhança estética evidente com Vitinha, é o típico jogador que chama a atenção assim que recebe a bola”, refere o jornal As.
“Com essa capacidade de ser ambidestro, essa posição, esse clube e esse rendimento, é impossível não recordar Rodrigo Mora. Outro médio-ofensivo, que no ano passado brilhou no Europeu Sub-17, chegando até à final e somando cinco golos e duas assistências”, salienta a mesma publicação.
O maestro que decidiu a final
Esta combinação entre o cerebral e o imprevisível foi a chave para o sucesso de Portugal. Durante todo o Mundial, Mide foi o barómetro da equipa, definindo ritmos e desequilibrando no último terço.
A consagração chegou no palco maior, na final frente à Áustria. Quando o jogo exigia um rasgo de génio, foi Mateus Mide quem assumiu as despesas. Com uma visão de jogo apurada, fez a assistência de rutura, descrita como “o passe de morte”, que isolou Anísio Cabral para o golo da vitória. Um lance que resume a sua preponderância: decisivo, altruísta e tecnicamente irrepreensível.
Um tesouro para o FC Porto
Para o universo portista, a distinção de Mide como “Melhor do Mundo” na sua categoria é a confirmação de que a fábrica de talentos do Olival continua a produzir a todo o gás. Ao ser comparado a duas referências recentes do clube, a expectativa sobre o futuro do camisola 10 dispara.
Mateus Mide regressa a casa com o ouro ao peito e o mundo do futebol de olhos postos no seu pé direito, confirmando-se como uma das maiores promessas da atualidade.
