O Grande Prémio da Hungria que se disputa entre os dias 24 e 26 de julho marca o final da primeira parte da temporada antes da pausa de verão.
Nos últimos dois anos, o Hungaroring foi alvo de um amplo programa de renovações, que abrangeu o paddock, as áreas de hospitalidade, a pista e as bancadas.
Mais recentemente, as curvas 1 e 12 foram repavimentadas, depois de, no ano passado, terem sido realizadas intervenções na pit lane e na grelha de partida.
O circuito possui 4,381 quilómetros de extensão e 14 curvas. É muitas vezes comparado a uma pista de karting devido ao traçado curto e sinuoso. A única reta é a da meta, uma das poucas zonas que oferece boas oportunidades de ultrapassagem.
No resto do circuito, os pilotos terão de enfrentar uma sucessão constante de curvas, algumas de 180°, ao longo das 70 voltas da corrida. Por esse motivo, as afinações dos monolugares são habitualmente muito semelhantes às utilizadas no Mónaco.
Serão utilizados os três compostos mais macios da gama, tal como acontece no Mónaco. Os compostos C3, C4 e C5 são a escolha ideal para uma pista lenta, onde a tração e a estabilidade em travagem são fundamentais nas constantes mudanças de direção.
Nas zonas que ainda não foram renovadas, o asfalto apresenta uma rugosidade acentuada. Os níveis de aderência estão entre os mais baixos da temporada, embora aumentem significativamente ao longo do fim de semana.
As temperaturas de pista no Hungaroring estão normalmente entre as mais elevadas da temporada. A degradação térmica é, por isso, um dos principais fatores que condicionam o desempenho dos pneus, sobretudo no eixo traseiro, devido às numerosas fases de tração. Os compostos mais macios poderão também apresentar algum graining.
A degradação dos pneus deverá reduzir a diferença de tempo entre as estratégias de uma e duas paragens. A decisão dependerá também da posição em pista, uma vez que as ultrapassagens podem ser difíceis neste circuito. Caso se registem temperaturas muito elevadas, é provável que as equipas privilegiem os dois compostos mais duros.
Após o Grande Prémio da Hungria, a Pirelli permanecerá em Budapeste para realizar dois dias de testes, na terça e na quarta-feira, com a Aston Martin, a Audi e a Alpine. Os testes serão dedicados ao desenvolvimento dos pneus da próxima temporada.
Corrida de 2025
Os três compostos foram utilizados na corrida do ano passado. A maioria dos pilotos arrancou com pneus Médios, mas três optaram pelos Macios e dois pelos Duros.
Metade da grelha realizou apenas uma paragem durante a corrida, enquanto os restantes pilotos efetuaram duas paragens nas boxes antes da bandeira de xadrez.
As temperaturas mais baixas reduziram a degradação térmica e permitiram que a estratégia de uma paragem fosse tão competitiva como a de duas, apesar de esta última ser, em teoria, mais rápida.
Curiosidades do Grande Prémio da Hungria
Esta será a 41.ª edição do Grande Prémio da Hungria. Todas as corridas foram realizadas no Hungaroring, nos arredores de Budapeste, de forma ininterrupta desde 1986.
Lewis Hamilton é o piloto com mais vitórias neste circuito, com oito triunfos, mais quatro do que Michael Schumacher.
A McLaren, com 13 vitórias, é o construtor mais bem-sucedido em Budapeste.
Três pilotos da atual grelha conquistaram na Hungria a sua primeira vitória na Fórmula 1: Fernando Alonso, em 2003, com a Renault; Esteban Ocon, em 2021, com a Alpine, naquela que foi também a primeira vitória da equipa; e Oscar Piastri, em 2024, com a McLaren.
