Prolongamento
“Governo autoriza praças de touros cheias de público e estádios vazios”
2020-08-10 13:35:00
Plataforma Basta de Touradas acusa promotores de desrespeitar regras de limites de público na atividade tauromáquica

A Plataforma Basta de Touradas denuncia alegado “desrespeito” de limites de público. “Ninguém compreende porque é que a atividade tauromáquica pode reunir tantas pessoas nas bancadas. O Governo autoriza praças de touros cheias de público e estádios vazios”, apontam.

“As imagens da praça de touros de Alcochete com as bancadas cheias de público a aplaudir uma tourada são incompreensíveis e inaceitáveis num país onde milhares de artistas, músicos e técnicos estão impossibilitados de trabalhar e onde a pandemia de covid-19 continua ativa e a fazer vítimas”, defende aquela plataforma.

Segundo denunciam, “as imagens da corrida de touros em Alcochete demonstram que as normas que limitam a capacidade das praças de touros em 50 por cento da sua lotação”.

Por outro lado, garantem que “a obrigação de distanciamento social não foi cumprida”, pelo que “a Plataforma Basta de Touradas já alertou o Governo e autoridades de saúde para a necessidade de apurar responsabilidades e averiguar por que razão a praça de touros estava praticamente lotada”.

“Mais uma vez a tauromaquia é uma exceção em Portugal situação que não se compreende tendo em conta que nenhuma outra atividade está autorizada a reunir um número tão elevado de público nas bancadas”, insistem.

Nesse sentido, aquela organização espera que o Governo “explique os factos ocorridos em Alcochete” e, ao mesmo tempo, “garanta o cumprimento das normas de restrição impostas à atividade tauromáquica no futuro, bem como a razão pela qual esta atividade violenta e fortemente contestada pela sociedade portuguesa continua a ser alvo de um tratamento especial pelas autoridades nacionais”.

Recorde-se que os espetáculos tauromáquicos podem ter público, ao contrário do futebol, que ainda não tem definido o protocolo para a próxima época.

"Tudo o que for equacionado tem que se basear em duas premissas: o excelente exemplo que a retoma da Liga deu em termos de segurança, cidadania e responsabilidade, e a adaptação à avaliação do risco e à situação do país neste momento", referiu o pneumologista e consultor da Liga, Filipe Froes, nesta segunda-feira, em declarações à Rádio Renascença.

O presidente da Liga, Pedro Proença, tem sido uma voz ativa na defesa do regresso do público aos estádios, já na época que arranca em setembro. 

Pedro Proença explicou que a fase final da I Liga, com jogos à porta fechada, acarretou uma perda de 52 milhões de euros em direitos televisivos e de 23,4 milhões em atividade comercial e de bilhética.

“Vamos enfrentar grandes desafios no futebol profissional, mas assumimos o papel cada vez mais importante que temos junto dos clubes e adeptos. São grandes desafios, nomeadamente os direitos televisivos, com um novo modelo competitivo e a sustentabilidade financeira dos clubes, temas que a pandemia tornou evidente que precisam de ser trabalhados”, concluiu Pedro Proença.