Para além do troféu de Campeão do Mundo, a Seleção Nacional monopolizou as distinções da FIFA: Mateus Mide foi coroado o rei do torneio e Romário Cunha o guardião do ano.
A festa portuguesa no Catar não se limitou ao levantamento do troféu coletivo. A cerimónia de encerramento do Campeonato do Mundo de Sub-17 serviu para confirmar que, aos olhos dos especialistas da FIFA, Portugal foi dono e senhor da competição, arrebatando os galardões mais cobiçados da prova.
A consagração de Mateus Mide
Se Anísio Cabral decidiu a final, o que mereceu exagerados elogios da imprensa espanhola, foi Mateus Mide quem encantou durante toda a campanha. O criativo português foi oficialmente eleito o Melhor Jogador do Mundial, recebendo a Bola de Ouro.
A distinção premeia a regularidade, a técnica e a capacidade de desequilíbrio do jogador, que foi o verdadeiro motor ofensivo da equipa das Quinas, culminando a sua prestação com a assistência decisiva no jogo do título.
O pódio dos melhores jogadores do mundo reflete, aliás, a superioridade lusa. A Bola de Prata (segundo melhor jogador) ficou entregue a Anísio Cabral, o herói da final, selando uma “dobradinha” portuguesa no topo da hierarquia mundial. O terceiro lugar (Bola de Bronze) foi para o neerlandês Jergé Hoogenhout.
Segurança de ouro na baliza
O sucesso de Portugal construiu-se também sobre uma base defensiva sólida, personificada por Romário Cunha. O guarda-redes português foi distinguido com a Luva de Ouro, prémio atribuído ao melhor guardião da competição.
Romário foi fundamental para segurar a vantagem magra na final contra a Áustria e transmitiu, ao longo de todo o torneio, a segurança necessária para que o ataque brilhasse.
Com o título mundial no bolso e os troféus de Melhor Jogador e Melhor Guarda-Redes na bagagem, esta geração Sub-17 regressa a Portugal com o estatuto de uma das mais promissoras da história do futebol nacional.
