Prolongamento
Funcionário do Sporting acusado de tentar subornos no futebol e no andebol
Redação
2021-04-15 09:40:00
Denunciante do Cashball terá agido para prejudicar FC Porto e levar leões ao título de andebol, acusa Ministério Público

O funcionário do Sporting Paulo Silva, que denunciou o caso Cashsall, terá recorrido a subornos, no andebol e no futebol, com a finalidade de garantir benefícios para a equipa de Alvalade, segundo escreve o Jornal de Notícias, com "o objetivo era comprar árbitros para prejudicar o FC Porto na classificação do campeonato de andebol e assim levar o Sporting a vencer o título".

Recorrendo aos mesmos processos, o arguido, juntamente com um empresário, terá, alegadamente, tentado "corromper cinco jogadores de futebol", para que o Sporting fosse favorecido em jogos do campeonato da temporada 2016/17 e para a Taça de Portugal. Garante aquele periódico que estas são as acusações do Ministério Público, que suspeita do funcionário do Sporting Paulo Silva, do empresário João Gonçalves e de Gonçalo Rodrigues, ex-assistente administrativo do Gabinete de Apoio ao Jogador da Sporting SAD.

De acordo com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, o primeiro jogo em que os arguidos tentaram comprar árbitros foi o da primeira fase do campeonato de andebol, entre a AM Madeira e o FC Porto, de 1 de março de 2017”, escreve o Jornal de Notícias, na sua edição de hoje.

Recorde-se que o atual presidente da SAD do Estrela da Amadora, André Geraldes, dirigente do Sporting à data dos factos, foi ilibado no processo Cashball, que investiga suspeitas de corrupção. 

O Ministério Público deduziu acusação a três arguidos, tendo como fundamentação diversas trocas de mensagens entre o denunciante, Paulo Silva, o empresário João Gonçalves e um ex-funcionário do Sporting, Gonçalo Rodrigues. 

Os três acusados respondem pela alegada prática de 14 crimes de corrupção ativa a árbitros de andebol. O clube de Alvalade, recorde-se, não tinha sido pronunciado. Seis dos sete arguidos do caso Cashball, entre os quais André Geraldes, já tinham sido ilibados de responsabilidades, na investigação da Polícia Judiciária, por falta de provas. 

De acordo com o relatório final da Judiciária, o arguido que não tinha sido ilibado era Paulo Silva, que em março de 2018 denunciou o caso, quando assumiu ter sido mandatado, através de intermediários, para corromper árbitros de andebol e jogadores de futebol adversários, de modo a favorecerem o Sporting.