Prolongamento
"FC Porto só joga quando escolhe árbitros. Pensei que era igual no futebol"
2021-11-05 14:05:00
Ex-vice do Benfica aponta basquetebol do FC Porto para falar em mecanismo de "pressão aos árbitros" na Invicta

Nas últimas semanas, o FC Porto tem mostrado a sua indignação relativamente às arbitragens não apenas em futebol, com Sérgio Conceição a ser o rosto mais visível desse descontentamento público, mas também em basquetebol, levando mesmo a Federação Portuguesa dessa modalidade a castigar os portistas pela falta de comparência no jogo com a AD Ovarense, no dia 16 de outubro, motivado por uma posição de desagrado dos azuis e brancos relativamente às nomeações para essa partida.

A direção liderada por Pinto da Costa entendeu ter falta de comparência no embate contra a Ovarense por conta da presença de um dos árbitros criticados pelos azuis e brancos na época passada. E a este respeito, João Braz Frade, antigo vice-presidente do Benfica, entende que os azuis e brancos têm agora um mecanismo novo de "pressão aos árbitros".

O ex-dirigente das águias aponta o basquetebol como exemplo dessa ideia. De resto, o antigo dirigente benfiquista diz que aguarda para ver se, no futebol, os portistas vão seguir a mesma linha adotada no basquetebol, caso sejam nomeados árbitros contestados pelos azuis e brancos.

"No basquebol só vai a jogos quando escolhe os árbitros, aparentemente, e não vai a equipa. Pensei que no futebol era a mesma coisa. Conseguem suspender os árbitros", disse o antigo dirigente das águias.

Já depois de ouvir as considerações do sportinguista Carlos Barbosa da Cruz, que falou do FC Porto como o clube "mais choramingas" em relação a grandes penalidades, João Braz Frade concordou que, recentemente, os portistas tiveram razões de queixa da arbitragem contra o Boavista.

No jogo diante dos boavisteiros, recorde-se, Sérgio Conceição chegou mesmo a retirar de campo Mehdi Taremi e João Braz Frade questiona, caso o iraniano tivesse ficado em campo, o que poderia ter acontecido.

"Corria-lhe mal o mergulho? [risos]", interrogou o antigo vice-presidente do Benfica, em declarações na CMTV, não concordando que o avançado iraniano tenha sido "perseguido" nessa partida, mas concordando que os árbitros podem olhar de forma diferente para o atacante.

"O Taremi não foi perseguido durante o jogo. O que acho, sinceramente, é o que eu acho, é que ele passa o tempo a atirar-se para o chão e depois os árbitros desconfiam."

A concluir, João Braz Frade deixou claro, no entanto, compreender o descontentamento dos azuis e brancos em relação ao trabalho da equipa de arbitragem que foi nomeada para o dérbi da cidade do Porto. "Percebo a revolta portista na arbitragem neste jogo".